domingo, 11 de fevereiro de 2018

Já fui um bom cinéfilo. Hoje, nem tanto! Apesar disso assisti no fim de semana a dois filmes. A Forma da água e 50 Tons de Liberdade. Uma trilogia que chega ao fim. Será? Tomara que sim. Ninguém aguenta esses tons. Se você assistiu ou pretender ir ao cinema, tudo bem. Se não viu e não quiser assistir, estará perdendo quase nada, a não ser alguma cenas de nudez da Atriz.

Estou aqui pensando. Qual dos 50 Tons é o pior? Se você está se fazendo a mesma pergunta, chegamos a empate. Difícil mesmo é saber qual foi o pior. Lançado em 2015, o filme 50 Tons de Cinza chegou aos cinemas pegando carona no grande sucesso literário de E.L.James, que tinha como característica principal a forte presença do sexo na história. Num cenário geralmente conservador, acabou chamando a atenção de quem buscava um programa, mais picante, baseado nos muitos comentários de quem havia lido o livro na ocasião. Dois anos depois foi a vez de 50 Tons Mais Escuros chegar às telonas, e agora temos a estreia do capítulo final da trilogia, 50 Tons de Liberdade.

Se o primeiro filme já era bem fraquinho, com um recheio enorme de cenas vagabundas de sexo mal começado e mal acabado, a coisa foi piorando nos episódios seguintes. Os conflitos foram perdendo sentido e, para piorar, havia pouca evolução narrativa nas histórias dos protagonistas e antagonistas, o que nem importou tanto, baseado no fato de a maioria estar interessada nas supostas novidades do mundo do sexo. Tudo o que vimos foi uma colagem barata de cenas eróticas com uma trilha musical xarope e insistente. Falando em colagem, o filme tem a coragem de inserir uma "retrospectiva de melhores momentos do casal" no final de tudo, coisa esquisita.

O longa começa praticamente onde terminou o anterior, seguindo com o casamento entre Ana e Christian. Casados, eles vão tentando adequar a vida juntos, ao mesmo tempo que ainda lidam com a ameaça do ex-chefe dela, que tem uma grande obsessão pela família Grey. Abandonando quase que por completo a história de Elena, a ex-amante de Christian, o longa fa a linha meia-boca.


James Foley segue a direção e confundi tudo tanto do ponto de vista visual, quanto com relação ao ritmo. A montagem realizada à seis mãos não ajuda, insistindo em pequenos cortes como forma de apresentar a passagem de tempo. Coisa de pedreiro que deu uma saidinha e deixou para o servente arrematar.

O roteiro de de 50 Tons de Liberdade é o pior de toda trilogia, com alguns diálogos e momentos completamente inócuos. Após o casamento, Christian leva Ana para a Lua de Mel em seu jatinho particular. A cena de Ana surpresa com o fato dele ter um avião foi patética. No terceiro filme, ela ainda não entendeu que ele é muito rico?  Todo o desenvolvimento do vilão Jack também é pobre, principalmente a história por trás, que aborda sua relação com ex-secretárias e assistentes, numa dinâmica de chantagem completamente invertida.

Por trás do que a autora entende como romance, há um comportamento machista permanente, de posse. E a obra é machista em vários sentido. É o caso quando Christian invade o escritório de Ana e fica enciumado, é o caso quando se revolta com a forma como a esposa se veste. É o caso quando o filme joga mulheres umas contra as outras, sempre brigando por homens. É o caso quando uma amiga de Ana, é tratada como louca ou temperamental ao desconfiar do namorada. 

E mais grave, com poucos minutos de filmes, logo após o casamento, já vemos uma cena em que a mulher faz uma referência deslocada e sem sentido a uma possibilidade de gravidez, mais uma vez reforçando estereótipos femininos. É muito comum as mulheres tentarem assustar os homens com papos de gravidez fora do casamento, porem tocar no assunto tendo acabado de se casar é um tanto patético. Quer algo mais clichês do que a mulher puxar uma conversa sobre gravidez e o homem não demonstrar interesse. Não faz sentido algum, até porque a personagem passa por um momento de afirmação em sua vida pessoal e profissional. Ela quer se manter independente do marido e mostrar seu valor no trabalho, o que também é patético. Imagine uma mulher de milionário, portanto milionária, ficar apegando a um empreguinho de quinta categoria e que ainda por cima tem chefe, do chefe, do chefe a hierarquia. Que coisa mais pobre! A desculpa da auto afirmação é uma furada, típica de filminho de quinta.


As cenas de sexo apresentadas são todas muito fracas. Beijos mal acabados, carícias mal finalizadas e rápidas e uma coisa odiosa do ponto de vista feminino. O cara mal chega e já vai penetrando. A demonstração de falta de habilidade para a arte do sexo é notável, em que pese ele tenha um corpo chamativo, por ser malhado. 

Na sala do sexo muitos objetos sado quem o ator nem sabe  da real utilidade. Usa apenas os triviais e fáceis de manipular como por exemplo as algemas e o batedor e na cena do sorvete que a própria Ana deu início e foi complementada pelo Christian na coxa deixou muito a desejar, sem falar que ele nem deu bola para os pezinhos da Anastassia ou melhor ainda da Dakota Johnson.

Outra coisa que chamou a minha atenção foi a força do ator que carregou a atriz no colo sem o menor esforço. Independente disso, a cena da porta do elevador se abrindo e ele com a Ana no Colo saindo foi algo bem estranho dentre tantas cenas igualmente esquisitas.

Embora a Anastasia esteja longe de alcançar uma liberdade por conta de uma certa obsessão do Christian que parece não ter fim, pelo menos nós, espectadores, estamos livres de quaisquer outros 50 Tons. Ou...não estamos livres? Coisa ruim costuma brotar do nada. 

Pra encerrar, muito lindo o menino que fez o papel de filho do casal Grey. Quem saiu rápido demais do cinema, quase não consegue acompanhar a cena campal, exibida antes dos créditos..


Fantasia, Drama, Romance, tudo num só filme dirigido por Guillermo del Toro. The Shape of Water, título original, foi o filme vencedor do Festival de Veneza 2017. Ví muitas críticas de entendidos e desentendidos. Os entendeidos elogiam, os desentendidos botam a boca no trombone e os apáticos simplesmente dizem que a expectativa era maior que o próprio filme. Muitos o comparam como sendo "água com açucar",


Ontem fui ao cinema assistir "A Forma da Água" e recomendo. Fantasia, Drama, Romance, tudo num só filme dirigido por Guillermo del Toro. The Shape of Water, título original, foi o filme vencedor do Festival de Veneza 2017. Ví muitas críticas de entendidos e desententidos. Os entendidos elogiam, os desentendidos botam a boca no trombone e os apáticos simplesmente dizem que a expectativa era maior que o próprio filme. Muitos o comparam como sendo "água com açucar", padrão sessão da tarde.

A forma da água é um filme que mostra a década de 60. Em meio aos grandes conflitos políticos e transformações sociais dos Estados Unidos da Guerra Fria, a muda Elisa vivida pela atriz Sally Hawkins, zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa e maltratada no local. Para executar um arriscado e apaixonado resgate ela recorre ao melhor amigo Giles papel interpretado por Richard Jenkins e à colega de turno Zelda interpretada por Octavia Spencer.

Na trilha um pouco de Carmem Miranda, um pouco da famosa canção Babaloo, um pouco de Andy Williams e também a famosa canção de muitos intérpretes "You never know". O filme é um convite ao escapismo. É isso o que Guillermo del Toro faz com esta produção de cativante beleza, interpretada por um elenco afiadíssimo.
A história é apresentada como uma fábula, protagonizada por uma "princesa sem voz". Sally desenvolveu o papel de maneira brilhante. Uma atriz de beleza bem diferente da convencional.
Quando os americanos decidem usar o monstro como cobaia na corrida espacial ,entraem cena o agente policial moralista e sádico Strickland vivido por Michael Shannon. Mas a vida do "visitante" corre perigo. Eliza vai acionar o amigo e vizinho Giles e a companheira de trabalho Zelda, a quem cabe as falas mais divertidas para ajudá-la em um elaborado plano.
Muda sim, mas nem por isso infeliz, a faxineira Eliza Esposito sempre hipnótica trabalha numa base secreta do governo dos Estados Unidos, que inclui um laboratório comandado pelo doutor Hoffstetler interpretado por Michael Stuhlbarg. Uma criatura capturada nos confins da América do Sul é levada para o laboratório. Pouco a pouco, Eliza vai se afeiçoando a criatura. Como diz o ditado, quem ama o feio, bonito lhe parece.
Guillermo vai ainda mais além, inserindo componentes… “picantes” que conferem ainda mais camadas a esse complexo e maduro microcosmos de personagens. É Shrek para maiores, se você preferir. Maiores de idade e evoluídos em maturidade.
Para o brilhante Guillermo Del Toro, não basta o preciso uso de todos os aspectos do cinema em confluência para um bem comum. Além da trilha que remete os mais experintes ao saudosismo, fica o destaque para o tom fluido azul esverdeado do lindo trabalho do diretor de fotografia Dan Laustsen. Eliza e Giles, um pintor fracassado, são fãs de musicais, cujo glamour servia como válvula de escape para a rotina de uma gente sonhadora. O elemento é aproveitado com maestria pelo roteiro assinado por del Toro e Vanessa Taylor.




A relevância do filme não seria possível, sem a sutileza da interpretação de Sally Hawkins, subaproveitada estrela de Simplesmente Feliz de 2008, indicada ao Oscar de atriz coadjuvante por Blue Jasmine. Embora ninguém diga abertamente, para os padrões de Hollywood, Hawkins poderia ser considerada “feia”. Justo ela, que no filme diz com simples gesto páginas e mais páginas de texto, em comparação a muita “bonita” bajulada pelo cinema americano”.

Nada é aleatório no filme, Guillermo del Toro usa todas a ferramentas do cinema para criar um universo mágico, cheio de alegorias, que ilumina aqueles que não se encaixam. Se algum dia você já sentiu só no mundo, essa é a sua praia. no caso do filme a máxima seria: esse é o seu tanque.

domingo, 28 de janeiro de 2018

Tenho recebido centenas de perguntas de pessoas de todo o mundo. Os temas são os mais variados. Até o momento, foram 778 indagações. Vou responder aos poucos, conforme a disponibilidade de tempo. A pergunta de hoje é complexa. Qual o sentido da vida?

                     
O sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana. Segundo P. Tiedemann, ela demarca a "interpretação do relacionamento entre o ser humano e seu mundo"...Mas, apesar saber que o sentido da vida demarca a interpretação do relacionamento entre nós e o mundo, os internautas já sabem. Eles querem mais. O que eu penso sobre o tema? Vamos lá meus amigos do Blog. e Obrigado a todos por acompanhar minhas publicações e participar e compartilhar. Vou discorrer um poucos sobre meus pensamentos e o sentido da vida.
As respostas podem ir ao infinito, depende muito do campo intelectivo de análise.
Talvez esta, seja a mais antiga e mais intrigante pergunta da humanidade, praticamente sem ter uma resposta absoluta. Não estou aqui para explicar, convencer, concluir ou dar um veredicto, mas sim para fazer você pensar.
Eu já me fiz essa pergunta muitas vezes.
Qual o sentido da vida?
Digo; o sentido verdadeiro, é complicado e pouco compreensível a nossa vã folosofia...
E supondo que você também tenha se perguntado isso, fica aqui um convite para uma viagem rápida pelos nossos sentidos:
Então, vamos viajar?
Eu comecei a observar as coisas no meu redor...Natureza, Animais, principalmente as pessoas...Cada um andando por aí....Indo para o trabalho, para escola, falando ao celular, ouvindo música, brincando com o cachorro, namorando ou em momentos de lazer...Fazendo algum exercício, inventando coisas...
E pensei e questionei acerca de várias coisas:
O que move essa gente? Por que fazem todas essas coisas? Por que fazemos o que fazemos? Por que somos como somos? Qual o nosso significado no mundo? Por que uns vem e vão tão depressa? Por que nossa mente não chega a verdades absolutas? Porque sofremos?
E depois de muitas observações, reflexões e  conclusões relativas...Apenas uma e somente uma considerei como razoável  mas longe de ser plena. Ainda assim agradou-se bem...
A morte...Sim, a morte...O sentido da vida pode estar na morte...
É uma palavra forte, impactante, sabemos disso. Muitas vezes uma palavras assustadora, eu sei....
Mas, a morte define bem muitas de nossas ações ...
Quer dizer que morrer é bom?
Claro que sim, desde que a morte chegue num momento em que a vida deixa de fazer sentido e torna-se insuportável.
Quando isso acontece? Na velhice? Na doença? Na loucura? Na tristeza?
Não sei exatamente quando, porém percebemos que  muitos partem não querendo partir pelo ineditismo do desconhecido e outros partem sabendo que a morte do corpo é a única forma de liberdade para uma alma cansada e um espírito cheio de outras vontades, não encontráveis mais por aqui.
Por qual outro motivo faríamos tudo que fazemos nessa vida? É o fato de saber que um dia morreremos que nos faz dar valor ao que nos cerca e  nos faz lutar por isso? É por saber que um dia morreremos mais cedo ou mais tarde?  Por que amamos, perdoamos, sorrimos e choramos?  O que sonhamos, é justamente por saber que não temos todo o tempo do mundo? E por que esse desejo de aproveitar esse precioso tempo que temos enquanto viventes? Por que  corremos tanto atrás dos nossos objetivos, se a finitude é certa?
Entendeu  os motivos que nos fazem tristes em muitos momentos?
Quando um erro nos coloca mais distantes de um sonho ou de alguém, passamos a ter consciência  de que há coisas que realmente não voltam mais...Nosso tempo é limitado e curto, embora, nunca seja tarde para se começar algo ou recomeçar. Assim sendo vamos nos mirar em coisas boas. Nunca nos arrependemos por ser bons.
Então???
Ame, Perdoe, Sorria e  aproveite e esteja sempre por perto de quem você ama, faça algo de bom para as pessoas...
Por que???
Porque quando tudo isso acabar e partirmos. O que ficará, será apenas o que você foi para as pessoas. A importância que teve na vida de cada uma delas e para o mundo. Suas ações...
Ainda assim, com a inexorabilidade do tempo,  a maioria passará a ter vaga lembrança de nós.  Para alguns poucos, mesmo que não esteja em presença, continuará vivo na memória, especialmente daqueles que viveram grandes momentos e emoções com você. Uma das formas de manter esse chama acesa é arrancando sorriso das pessoas. Quem tem a virtude de fazer alguém sorrir, tem o dom de transformar almas pesadas em almas leves,  Espíritos opacos em brilhantes e uma vida escura em luz, aflição em paz, ódio em amor.  Perguntas pelo email: agendadopensamento@gmail.com

sábado, 27 de janeiro de 2018

A nossa língua segue meio a esmo, pois escasseia-se o número de pessoas responsáveis, para dar esse norte de que tanto precisamos.

2018 está só começando. Na vitrine deste novo tempo em que vivemos, lamentavelmente, está a certeza de que escasseia-se gente responsável com a língua e com a cultura. O interesse das pessoas, é sempre menor. A nossa língua é dinâmica, portanto temos de pensar na língua com esse mesmo dinamismo. A nossa língua não é apenas dinâmica como também mutável. As transformações da língua, muitas vezes trazem ganhos imensuráveis e em outros momentos, algumas perdas com o empobrecimento de algumas palavras que se tornam simplórias. Vale registrar que uma parcela significativa das pessoas que absorvem a cultura de uma modernidade, passa a ter um compromisso menor com o idioma, com a correção, com a ortoépia e especialmente com coesão de ideias. Para que uma comunicação seja coerente há de se fazê-la com ordenação didática tornando-a melhor compreensível. A língua hoje, não está para a sociedade como auxílio, como facilitadora da comunicação verbal ou escrita. Observa-se no dia a dia e nos veículos de comunicação (Rádio, Jornal. Revista, TV e outras mídias) um emprego descomprometido com as regras do bom funcionamento da língua, da qual faz-se uso quase irresponsável. Assim, vamos notando o empobrecimento da linguagem. É o resultado de um tempo em que não se conserva o falar bem, o hábito da boa leitura, da escrita correta, da expressividade, da clareza ao pronunciar as palavras e da objetividade das ideias. A nossa língua é viva. Mas, no caso, está viva demais. Qualquer pessoa inventa palavras e quer enfiar goela abaixo das outras. Calma minha gente!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Frase célebre: dinheiro não aguenta desaforo. Essa é uma realidade. Não importa o quanto de dinheiro você tem disponível. Se desaforar ele vai acabar.

Esta frase "dinheiro não aguenta desaforo" retrata muito bem, pessoas excêntricas e com os corpos corrompidos pelo poder do dinheiro que esbanjam como se o fortuna não fosse ter fim, nunca. Por mais que se tenha, o dinheiro não pode ser desaforado, pois costumar sumir. O Dumas é um desses casos. Apesar de ter enriquecido graças ao trabalho como escritor, Alexandre Dumas, pai acabou morrendo pobre. A derrocada financeira aconteceu devido a total falta de controle que ele tinha sobre seus gastos. Dumas, porém, não foi o único que viveu na penúria. Rembrandt, VanGogh, Camille Claudel e muitos outros gênios também passaram por situações difíceis. São inúmeros os exemplos de personalidades que surgiram do nada, conquistaram fortunas e da mesma forma como o dinheiro apareceu, ele desapareceu. São muitas as personalidades de diversos tempos na história que tiveram que encarar sérias dificuldades financeiras em algum momento da vida.O pintor Rembrandt foi um gênio que viveu seus últimos dias na mais absoluta miséria. Para pagar as dívidas acumuladas, ele chegou até a vender a tumba da primeira esposa.Acredite se quiser, mas Van Gogh vendeu apenas um quadro durante a vida toda. Para comprar telas e tintas, dependia bastante da ajuda do irmão Theo. Com problemas mentais, cortou a própria orelha e morreu em virtude de um ferimento por arma de fogo.O brasileiro Aleijadinho morreu pobre porque não conseguia administrar seu dinheiro (devemos lembrar que ele também fazia doações aos mais necessitados). Em virtude de uma grave enfermidade, sofreu várias deformações no corpo. Além das limitações motoras que quase o impediam de trabalhar, o mestre morreu quase cego.O grande poeta inglês Milton acabou seus dias cego, pobre, abandonado e sem amigos. Milton implorou à caridade para escrever seus versos.Autor de Dom Quixote, o escritor espanhol Miguel de Cervantes despediu-se da vida recolhido num convento, pobre, esquecido e sem amigos.Processado por causa de uma relação homossexual, o escritor Oscar Wilde foi praticamente levado à falência em virtude das custas com advogados. Após cumprir dois anos de prisão, Wilde imigra para Paris, onde morreu pobre e esquecido. Adoniran Barbosa, nasceu e morreu na pobreza. O mestre da MPB tinha mania de gastar o dinheiro que ganhava ajudando os amigos e comemorando o sucesso na companhia deles. O poeta norte-americano Robert Frost costumava andar maltrapilho e muitas vezes chegava a passar fome. Frost tinha dificuldade para se estabelecer numa profissão.Apesar do reconhecimento em vida, o escritor e poeta Edgar Allan Poe não era bem retribuído pelo seu trabalho. E o pior é que investiu suas poucas economias numa publicação que acabou falindo. Poe foi encontrado delirando nas ruas de Baltimore e foi levado para um hospital, onde morreu. Em que pese tenha produzido mais de 600 música, Franz Schubert foi pouco reconhecido em vida. Passava sempre por dificuldades financeiras, que o obrigava a dar aulas para pagar as contas. Schubert morreu de febre tifoide, aos 31 anos.O arquiteto espanhol Gaudí andava com aparência de maltrapilho. Foram muitas as ocasiões em que o gênio espanhol foi confundido com um mendigo.Com a proclamação da República no Brasil, o monarquista Vítor Meireles acabou sendo afastado de suas funções na Academia Imperial de Belas Artes, o que contribuiu para que falecesse pobre e esquecido.Por fim, outra personalidade que morreu abandonada num manicômio e totalmente pobre foi a genial escultora francesa Camille Claudel.Nicola Tesla foi um dos maiores inventores de todos os tempos. Chegou a ganhar rios de dinheiro com suas criações, mas também gastou montantes iguais com projetos fracassados. Tesla morreu sozinho num hotel.

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O câncer de próstata está para os homens, assim como o câncer de mama e colo de útero está para as mulheres.

A próstata é uma glândula que se encontra embaixo da bexiga e em frente ao reto. Sua principal função é fabricar o líquido prostático, que protege os espermatozoides e garante a fecundidade do homem.
O tamanho da próstata varia de acordo com a idade do homem. Ela tem tamanho médio de uma noz nos homens mais jovens, mas pode ser muito maior naqueles que têm idade mais avançada.
Cerca de um em cada sete homens será diagnosticado com câncer de próstata ao longo da vida.
Só nos Estados Unidos foram detectados em torno de 181 mil novos casos de câncer de próstata, com 21 mil mortes, em 2 016.
O INCA/Instituto Nacional do Câncer estima que, no Brasil, em 2 016, foram diagnosticados mais de 61 mil novos casos de câncer de próstata, com quase 14 mil mortes. Lembrando que apesar de todas as campanhas, os números não param de crescer. 
O diagnóstico de câncer de próstata é raro em homens com menos de 40 anos. Seis em cada dez casos acontecem quando a pessoa está com mais de 60 anos (em torno de 65 anos). O tão temido exame do toque continua sendo o mais rápido e eficiente método para detecção de qualquer tipo de irregularidade.
Homens negros têm o dobro de chances de desenvolver câncer de próstata do que a população em geral.
Um dos fatores de risco é a ingestão de gordura. Descobriu-se que a incidência de câncer de próstata é sete vezes mais comum nos Estados Unidos, onde o consumo de gordura é alto, do que no Japão, onde é bastante baixo.
Entre os sintomas de problemas na glândula estão necessidade de urinar com maior frequência (principalmente à noite), dificuldade de começar a urinar, vontade ir correndo ao banheiro, demora para urinar ou pouco fluxo urinário, sensação de que a bexiga não esvaziou completamente.
Um problema bastante comum é a hiperplasia, cuja característica é a alteração benigna das células prostáticas. A glândula aumenta de tamanho, podendo levar a dois problemas: dificuldade para urinar e redução da capacidade da bexiga de conter a urina.
Recomenda-se exames periódicos da próstata a partir dos 50 anos de idade. Os exames mais comuns são o PSA e o toque retal. O PSA (ou antígeno prostático específico) é um exame de sangue que detecta a alteração na quantidade de uma proteína que só a próstata produz. Detalhe: um exame complementa o outro.
Quanto antes for detectado o câncer de próstata, maior a probabilidade de cura. Como não produz sintomas, a doença está em muitos casos em estágio avançado quando é descoberta, atingindo outros órgãos. Por isso que homens com mais de 50 devem fazer exames regularmente.
Uma pesquisa bastante curiosa desenvolvida por cientistas australianos revelou que quanto mais o homem se masturbar entre os 20 e 50 anos, menores serão as chances de desenvolver câncer de próstata.
Transexuais femininas não precisam fazer exame de próstata. Isso acontece devido à mudança hormonal necessária para a alteração de sexo. A próstata para de crescer, diminuindo consideravelmente o risco de câncer na glândula.
Existe um grande preconceito em relação ao toque retal, embora seja um exame simples e rápido. Os homens se sentem agredidos (os mais preconceituosos/machistas veem a sua masculinidade ferida), mas fazer o exame ajudaria a evitar problemas muito sérios de saúde.
A campanha Novembro Azul foi idealizada com o objetivo de conscientizar os homens sobre a necessidade de prevenir o câncer de próstata. Faça seus exames regularmente e tenha uma vida com mais qualidade, sem preocupações.

domingo, 21 de janeiro de 2018

As bicicletas podem ser levadas em bagageiros traseiros ou de teto, desde que estejam completamente fixas

Estamos vivendo um período de muitas viagens. Além dos cuidados que os motorista deve ter ao pegar a estradas, há de se atentar também para outras detalhes da viagem, como por exemplo o transporte de bicicletas, pranchas e outras bagagens.

As regras para levar bicicletas e pranchas de surfe no carro são bem específicas e são desconhecidas por muitos motoristas. Nos primeiros dias de janeiro cerca de um milhão de veículos trafegaram pelas rodovias estaduais do Litoral do Paraná e seis motoristas foram autuados pelo transporte incorreto. As normas para a condução de carga são estabelecidas pelo CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e regulamentadas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito). 

De acordo com o coordenador do policiamento rodoviário estadual, tenente Ricardo Martins, a primeira regra é fixar a carga, independente de qual seja, de forma que não comprometa a visibilidade do condutor e a estabilidade do veículo."Por isso é fundamental que o motorista fixe o que estiver levando conforme o recomendado pelo fabricante do bagageiro", disse. O item transportado não deve provocar ruído, ocultar a placa e nem exceder a largura ou outras dimensões do automóvel. A carga também não pode interferir na capacidade de tração do veículo. 

As bicicletas podem ser levadas em bagageiros traseiros ou de teto, desde que estejam completamente fixas. A bike não deve exceder a largura máxima do veículo nem tampar a placa e as luzes do carro, inclusive a terceira luz do freio. "Outra forma de transportar uma bicicleta é levá-la em pé no teto, desde que presa no trilho", explica o coordenador. 

Neste caso, a altura da bicicleta (na vertical, a partir do teto do carro) não pode ultrapassar a largura do veículo (na horizontal, de um retrovisor ao outro) e o motorista precisa ficar atento ao entrar em locais com altura limitada, como estacionamentos cobertos ou subterrâneo e túneis. "Tudo isso para evitar riscos e acidentes. O principal é a segurança", afirma Martins. 

SEGUNDA PLACA 
Para resolver o problema de obstrução da placa é necessário instalar uma segunda placa de identificação na traseira do automóvel, conforme estabelece a resolução 349 Contran. Ela precisa ser lacrada no para-choque ou carroceria. "Basta ir a uma fábrica de placas autorizada pelo Detran-PR e solicitar a instalação na traseira com o devido lacre. Não há nenhum tipo de taxa ao Detran", explicou o chefe da 1ª Ciretran (Circunscrições Regionais de Trânsito), Valmir Moreschi. 

As pranchas de surfe devem ser levadas no teto, presas a racks fixos. Assim como as demais cargas, elas não podem ultrapassar os limites frontais e laterais do veículo e nem impedir, mesmo que parcialmente, a visibilidade do motorista. A regra vale também para todos os tipos de pranchas, como de stand up paddle. 

A penalidade para quem descumprir qualquer uma das regras de transporte pesa no bolso. Trata-se de infração grave com multa de R$ 195,23, cinco pontos na Carteira de Habilitação e retenção do veículo até que a situação seja regularizada. Se a bicicleta ou prancha se soltar e arrastar no asfalto a infração se torna gravíssima, com multa de R$ 293,47, mais sete pontos na CNH.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Os males provocados pelo cigarro já são mais que sabidos, ainda assim é alto o número de fumantes.

Pode acreditar. Houve um tempo em que fumar é algo charmoso, glamouroso, coisa de artista de cinema. Eram comuns cenas com artistas consagrados fumando e cenas apresentando bebidas e exposição de maços de cigarro Os fumantes já não podem mais exercitar o vício em qualquer lugar, como antigamente.  No passado, até nos voos domésticos havia o lado para fumantes e o lado para os não fumantes. Hoje é inimaginável alguém acendendo um cigarro no avião. O fumo também foi proibidos em locais públicos, restando ao fumante áreas livres e com circulação corrente de ar. Além disso, a  diretoria colegiada da Anvisa  aprovou  proposta de resolução que traz novas regras de exposição e comercialização de cigarros e outros produtos derivados do tabaco. De acordo com a proposta aprovada, os locais de venda deverão seguir regras mais restritas de exposição das embalagens de cigarros, como manter a maior distância possível entre os maços de cigarro dos produtos destinados ao consumo do público infanto juvenil, como balas e chocolates. Para nossa sorte e sorte da saúde pública, o número de fumante tem diminuído consideravelmente. Hoje, fumantes são discriminados em muitos lugares e até nos contatos sociais, pois o cheiro exalado pelos fumantes é sentido pelos não fumantes. Até para namorar, os fumantes estão encontrando dificuldade. Abaixo o cigarro pela sua própria saúde e pela sua própria vida.   

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Um filme capaz de arrancar algumas lágrimas dos cinéfilos mais atentos, "Extraoirdinário" foi bem produzido e aproveitamos para acompanhar a participáção da nossa eterna musa Sonia Braga. Enquanto o mundo quer provar que somos todos iguais chega aos cinemas "Extraordinário" com a proposta de que somos todos diferentes, de algum modo.

Assisti ao filme no último domingo. Muito bom filme e emocionante. Falando sobre a película, o período escolar nunca é fácil, seja pelas dificuldades inerentes de aprendizado aliado à pressão em não ser reprovado ou mesmo pelo convívio com completos desconhecidos, sem os mimos típicos da vida em família. Independente dos problemas enfrentados, trata-se de um imenso aprendizado sobre como se comportar em sociedade, para o bem e para o mal. Somos todos bons e maus desde o princípio. O que iremos desenvolver a partir do convívio?
O bem ou o mal?Extraordinário, adaptação do livro homônimo escrito por R.J. Palacio, aborda exatamente esta questão, potencializada pelo protagonismo de um garoto de 10 anos que, devido a deficiências de nascença, passou por 27 cirurgias plásticas - o que, inevitavelmente, gera reflexos na forma como é encarado por todos à sua volta. A consciência do próprio menino de que as pessoas o encaravam de forma diferenciada, chateava sim, mas significava também maturidade antes da hora para enfrentar, ainda que a duras penas, a realidade que a vida impusera a ele.

Em uma realidade tão complexa, rodeada por todo tipo de preconceito, chama a atenção como o livro - e, consequentemente, o filme - busca alguns confortos a seu personagem principal: o núcleo familiar absolutamente acolhedor, sem grandes atritos entre seus integrantes, e um certo tom lúdico com base em um adorado ícone universal: Star Wars. Como não abrir um sorriso ao ver aquela criança de olhar tão tristonho a cada novo encontro com Chewbacca? Com habilidade, Palacio - e os roteiristas do filme, Steve Conrad, Jack Thorne e o próprio diretor Stephen Chbosky - encontraram um meio-termo entre a dor e a felicidade que, personificado em uma criança, comove. Mas não é só.

Por mais que seja um filme claramente emotivo - mas sem cobrar o choro do espectador, é bom deixar claro -, Extraordinário se apropria de certos maniqueísmos típicos nesta busca pelo coração do espectador. Se o elo emocional com cachorros apela para o lado afetivo de cada um e a própria conjuntura em torno do garoto é milimetricamente calculada de forma a não gerar ruídos ao tema principal, é difícil resistir ao carisma e à ternura de Jacob Tremblay como o jovem Auggie. Trata-se de uma escolha precisa que, aliado ao competente trabalho de maquiagem, apresenta um personagem absolutamente encantador, seja nas angústias ou mesmo nos momentos de autoironia. Difícil não se render a ele, ou mesmo a outros dois jovens que o rodeiam: Izabela Vidovic,uma menina lindíssima que deve se tornar grande nome do cinema que imterpretou a irmã Via, e Noah Jupe, como o amigo Jack Will.

Neste aspecto, Extraordinário ganha relevância também ao ressaltar a individualidade dos jovens a partir de suas angústias pessoais, por mais que a divisão do filme a partir dos personagens soe um tanto quanto esquemática. Ainda assim, tal diversidade amplia o leque emocional retratado em cena, trazendo ao filme camadas necessárias para evitar um foco excessivo (e desgastante) em Auggie. Por outro lado, é importante também ressaltar que nenhuma das subtramas possui um grande aprofundamento, tendo como objetivo maior trazer mais informações acerca da personalidade do retratado.

Há ainda Julia Roberts e Owen Wilson, os pais de Auggie. Se ele praticamente reprisa o personagem de Marley & Eu, a partir do já conhecido - e mais uma vez funcional - perfil boa praça, ela é competente ao compor a mãe amorosa e rigorosa, que tenta conciliar aspirações profissionais com a vida em família. Entretanto, o real motivo pela escolha de Julia está em seu marcante sorriso, luminoso sempre que surge em cena.

Repleto de boas intenções, Extraordinário equilibra bem as mensagens edificantes intrínsecas com o carisma de um bom elenco e uma direção cuidadosa, que dosa com competência e sensibilidade os inevitáveis momentos emocionais de sua trajetória. Bom filme, com boas chances de arrancar algumas lágrimas do espectador e muitas lágrimas dos mais emotivos. Eu recomendo!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

No trânsito, os bons motoristas devem ficar atentos em muitas coisas como: direção defensiva, pedestres, distância segura com relação ao carro da frente e agir com rapidez em situações que mereçam presença de espírito ou até mesmo ética.

É muito comuns nos depararmos com motoristas pouco elegantes ou gentis. Muitos não tem o hábito de ceder espaço para um colega no trânsito, a menor barbeiragem, já acionam a buzina feito desesperados, não costumam obedecer a sinalização e nem as regras de trânsito.  Quem praticam a direção defensiva, pode imaginar situações de colegas e evitar acidentes. Nem por isso, precisam fazer buzinaço para indicar que um colega agiu mal ou não fez o certo. Dar a vez aos pedestres e respeitá-los, pois todos nós somos pedestres em determinado momento,  é outra ação pouco frequente. Muitos motoristas não estão nem aí para os pedestres por pensarem: que cara folgado. (existem alguns que são mesmo abusados, mas a maioria não!). Dirigir a uma distância segura do carro da frente é importante pois as chances de batidas na traseira do veículo que vai a frente, diminuem sobremaneira. Obedecer a sinalização, a regras de trânsito e principalmente a velocidade das vias, só nesses itens já evitaríamos a maioria dos acidentes na zona urbana. A questão da bebida/direção que é tratada com tanto rigor, continua sendo o calcanhar de Aquiles das autoridades de trânsito no Brasil. Mesmo com o rigor da Lei, é grande o número de motoristas que se sentem bem, muitos acham até que beber só um pouquinho não influencia em nada na direção. O pior desse pensamento é que os motoristas flagrados altamente embriagados, tinham a mesma percepção. A de estarem normais, jamais alcoolizados ou bêbados. Presença de espírito é uma virtude que deve estar presente em situações de risco. Quantos e quantos acidentes já não foram evitados por conta de uma boa presença de espírito. Em dias de chuva a consciência de que os cuidados devem ser redobrados, deve se fazer presente. Ao viajar, faça uma revisão nos principais itens do seu carro para sua própria tranquilidade e de toda a família e por fim, ter expediente. O que vou relatar acontece sempre!
Meu saudoso pai, Sr. Manoel José Lopes ou Irmão Mané,leia-se (mjlempensamento.blosport.com.br), adorava utilizar no dia a dia a expressão "gente sem expediente" que indicava quando o sujeito não tinha rapidez de pensamento e ação. Via o errado e não agia. Sabia que algo não daria certo mas não agia para evita-lo. Este preâmbulo do expediente, é para dizer que o fato registrado esta semana na Avenida Tiradentes, em frente a Marajó Automóveis, embora não pareça, é bastante comum. Um motorista teve uma avaria de qualquer natureza no carro, no horário de pico, 18 horas, na baia de conversão. Ao invés de empurrar o carro para desafogar o gargalo, ele fez pior ainda. Abriu as portas do veículo travando o fluxo. Quem quisesse fazer a conversão tinha de ir até o retorno para entrar a PUC-PR campus Londrina. Não tenho ideia de quanto tempo durou essa situação, mas o pouco de durou foi mais do que suficiente para causa muita irritação nos motoristas que passavam pelo local e muitos os transtornos. Por isso, não basta ser apenas um motorista habilitado para ser bom. Há de se ter muitos outros talentos, pois só assim conseguimos colaborar para um transito melhor e mais humano. 

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2018 que está começando, estamos vivendo a primeira semana, terá 9 feriados. Um já foi. Fique atento para que você possa se programar e curtir melhor os feriados do ano!

Os feriados tratam-se de uma data em que determinada ocasião é comemorada por uma nação, comunidade, religião ou classe trabalhista. Eles são definidos por níveis federal, estadual, distrital e municipal, tudo depende a importância da data comemorada. Esses feriados podem ser determinados obrigatórios para todos, ou facultativos, ou seja organizações tem a liberdade para acatar ou não a dispensa do trabalho. O ano de 2018 está apenas começando e já dá para programar todas as folgas do ano. Serão ao todo 9 feriados nacionais, sem contar os estaduais e municipais como o do Dia da Consciência Negra e os aniversários das cidades. Um dos 9 feriados um já foi. 1° de janeiro: Confraternização Universal e dia mundial da paz. Para sorte de muitos, apenas dois feriados caem no sábado ou domingo. Quatro deles cairão em sextas-feiras e 2 em segundas-feiras. Cinco dessas datas serão em terça ou quintas, proporcionando os tão aclamados feriados emendados. Bom, levando isso em consideração, nós da Fatos Desconhecidos trouxemos para nossos leitores todos os feriados que teremos em 2018. Já pode ir preparando as malas para as viagens. Próximos feriados:
30 de março: Paixão de Cristo
21 de abril: Tiradentes
1° de maio: Dia Mundial do Trabalho
7 de setembro: Independência do Brasil
12 de outubro: Nossa Senhora Aparecida
2 de novembro: Finados
15 de novembro: Proclamação da República
25 de dezembro: Natal
Muitos empresários e trabalhadores fazem confusão entre feriados e pontos facultativos. O ponto facultativo é onde o empregador tem o poder de decisão se dará ou não o dia de folga para seus funcionários. Já o feriado é uma data decretada e oficializada em calendários nacionais, estaduais e municipais, tornando obrigatória a dispensa do serviço nesses dias. Nas datas em que o ponto facultativo é acertado, os órgãos do governo não decretam folga como acontece com os feriados municipais, estaduais ou federais.

domingo, 10 de dezembro de 2017

Londrina completa neste domingo, 83 anos de história. Terra fértil, Cidade pujante, Gente do bem e trabalhadora. Londrina uma Cidade encantadora e acolhedora. Parabéns! Em homenagem a nossa cidade Flor Menina, eu gravei uma composição e música do Maestro Edval Xavier em 4 versões. Escolhi um acústico em bossa, para homenagear a Londrina e saiba também um pouco da nossa história.


O Norte do Paraná, uma região de terra roxa, muito fértil, era, até poucas décadas, uma extensa floresta. A colonização espontânea foi marcada pelo arrojo de homens saídos de Minas Gerais ou de São Paulo, que foram chegando à área de Cambará, entre 1904 e 1908. Rapidamente, a faixa entre Cambará e o Rio Tibagi – uma linha que representaria o futuro percurso da ferrovia São Paulo-Paraná – foi tomada por grandes propriedades cujos donos, via de regra, as subdividiam em pequenas parcelas vendidas como lotes urbanos ou rurais.

Enquanto isso, vastas áreas de terra roxa de domínio estadual, localizadas a Oeste do Rio Tibagi, permaneciam praticamente inexploradas, sofrendo os efeitos de um lento e ineficaz plano de colonização do governo. Em 1920, percebia-se uma séria frustração nas expectativas de ocupação da área, em virtude da morosidade do Estado.

Havia falta de continuidade, recursos financeiros limitados e uma visível inépcia oficial. O quadro, além disso, já tinha sido agravado com a deflagração da Primeira Guerra Mundial, que não apenas interrompeu o fluxo de imigrantes como também provocou desconfiança naqueles que já se encontravam na região.

A partir de 1922, o governo estadual começa a conceder terras a empresas privadas de colonização, preferindo usar seus recursos na construção de escolas e estradas. Em 1924, inicia-se a história da Companhia de Terras Norte do Paraná, subsidiária da firma inglesa Paraná Plantations Ltd., que deu grande impulso ao processo desenvolvimentista  na  região norte.

Naquele ano, atendendo a um convite do governo brasileiro – que sabia do interesse dos ingleses em abrir áreas para o cultivo de algodão no exterior – chega a Missão Montagu, chefiada por Lord Lovat, técnico em agricultura e reflorestamento. Lord Lovat ficou impressionado com a exuberância do solo norte-paranaense e acabou adquirindo duas glebas para instalar fazendas e máquinas de beneficiamento de algodão, com o apoio da “Brazil Plantations Syndicate”, de Londres.

O empreendimento fracassou, devido aos preços baixos e à falta de sementes sadias no mercado, obrigando a uma mudança nos planos. Foi criada, assim, em Londres, a Paraná Plantations e sua subsidiária brasileira, a Companhia de Terras Norte do Paraná, que transformaria as propriedades do empreendimento frustrado em projetos imobiliários. 

Já de início, a Companhia concedeu todos os títulos de propriedade da terra, medida inusitada para as condições da região e mesmo do Brasil. Por isso, os conflitos entre colonos antigos e os recém-chegados praticamente não existiram na zona colonizada pelos ingleses.

Porém, a grande novidade introduzida pela Companhia e que lhe valeria o “slogan” de “a mais notável obra da colonização que o Brasil já viu” foi a repartição dos terrenos em lotes relativamente pequenos. Os ingleses promoveram, desta forma, uma verdadeira reforma agrária, sem intervenção do Estado, no Norte do Paraná, oferecendo aos trabalhadores sem posses a oportunidade de adquirirem os pequenos lotes, já que as modalidades de pagamento eram adequadas às condições de cada comprador.

A Companhia explicitaria a sua política: “Favorecer e dar apoio aos pequenos fazendeiros, sem por isso deixar de levar em consideração aqueles que dispunham de maiores recursos”.

Este sistema estimulou muito a concentração da produção – principalmente cafeeira, a explosão demográfica, a expansão de núcleos urbanos e o aparecimento de classes médias rurais.
O projeto de colonização, além disto, trouxe outras inovações, como a propaganda em larga escala, transporte gratuito para os colonos, posse das terras em quatro anos, alguma assistência técnica e financeira, levantamento de toda a área e até o mapeamento do solo em algumas zonas.

Londrina surgiu em 1929, como primeiro posto avançado deste projeto inglês. Na tarde do dia 21 de agosto de 1929, chegou a primeira expedição da Companhia de Terras Norte do Paraná ao local denominado Patrimônio Três Bocas, no qual o engenheiro Dr. Alexandre Razgulaeff fincou o primeiro marco nas terras onde surgiria Londrina. O nome da cidade foi uma homenagem prestada a Londres – “pequena Londres”, pelo Dr. João Domingues Sampaio, um dos primeiros diretores da Companhia de Terras Norte do Paraná. A criação do Município ocorreu cinco anos mais tarde, através do Decreto Estadual n.º 2.519, assinado pelo interventor Manoel Ribas, em 3 de dezembro de 1934. Sua instalação foi em 10 de dezembro do mesmo ano, data em que se comemora o aniversário da cidade. O primeiro prefeito nomeado foi Joaquim Vicente de Castro.

A primeira  década após a fundação  foi uma fase de desenvolvimento comercial. Neste período aconteceu um fortalecimento da estrutura comercial de Londrina, quando muitas empresas paulistas se instalaram na região (alimentícia, armarinhos, atacadistas). O setor industrial limitava-se a ordenar a matéria prima regional (maquinas de café e cereais), mantendo a dependência em relação a outros centros urbanos com maior grau de industrialização.

As principais realizações  no final dos anos 40 foram: a implantação de galerias pluviais, construção de escolas, elaboração do plano urbanístico – o que demonstrou uma  preocupação com a ocupação do solo.

Londrina, já nos anos 50, emergiu no cenário nacional como importante cidade do interior do Brasil. Neste período, apresentou considerada expansão urbana em razão da produção cafeeira  no norte do Paraná, em especial na cidade de Londrina, o que levou à intensificação do setor primário de toda região. Nesta década a população  passou de 20.000 habitantes para 75.000, sendo que quase metade se encontrava na área rural.

No final desse decênio  Londrina contava com um complexo urbano que consistia em faculdade, colégios, postos de saúde, hospitais, rádios e complexos destinados ao lazer.  

Nos anos 60 surgiram os primeiros conjuntos habitacionais, que se localizavam à distância de 6 a 7 Km do centro da cidade. Esses centros habitacionais foram edificados pela COHAB e  atendiam às populações mais necessitadas da sociedade londrinense. Outro fato importante neste período foi a criação do Serviço de Comunicação Telefônica de Londrina – SERCOMTEL.  

Em franco desenvolvimento, na década de 70, Londrina já contava com 230.000 habitantes e uma produção agrícola voltada para o mercado externo. Nesta época criou-se os primeiros centros industriais que visavam o incentivo e a coordenação do desenvolvimento industrial da cidade. Houve uma ampliação na prestação de serviços como educação, sistema de água e esgoto, pavimentação, energia elétrica, comunicação, e a criação do Parque Arthur Thomas, a construção da nova Catedral, Ginásio de Esporte Moringão, entre outras obras.

A década de 80 foi marcada pela fase de ação  administrativa, quando o poder público demonstrou uma preocupação com o capital comercial e desenvolveu ações que incentivaram o planejamento urbano, tais como a retirada da ferrovia do centro, a criação das vias Expressa Norte - Sul e da Avenida Leste - Oeste, bem como a instalação do Terminal Urbano de Transporte Coletivo.

Londrina se consolidou como Pólo Regional de bens e serviços e se tornou, definitivamente, a terceira mais importante cidade do Sul do Brasil na década de 90, quando foi desenvolvido o primeiro Plano Diretor. Neste período a cidade apresentava uma estrutura voltada para áreas residenciais em praticamente todo seu território, destacando a região central em razão do desenvolvimento da construção civil, refletida em inúmeros edifícios  de padrão médio e alto. A região Norte da cidade, que nas décadas anteriores se enquadrava como região rural, revelou-se  como maior área residencial da cidade, apresentando uma concentração de conjuntos habitacionais financiados pelo BNH.

Década a década, verifica-se que Londrina teve um  crescimento  constante, consolidando-se  como principal ponto de referência do Norte do Paraná, bem como exercendo grande influência e atração regional.