domingo, 26 de agosto de 2018

É tempo de eleição. Está no ar o Horário Político no Rádio e na Televisão. Nas Redes Sociais, as postagens estão acontecendo faz tempo. Teremos de aguentar promessas e muito falatório, inclusive de uns candidatos contra os outros. Pode apostar que as alfinetadas serão incontáveis.



Ano eleitoral é sempre a mesma coisa, independente da cidade. Centenas de candidatos, muitos concorrendo ao primeiro mandato e fazendo de tudo para ganhar os votos dos eleitores. Prometer faz parte das propostas eleitorais dos candidatos, mas como avaliar quais promessas são viáveis à execução e quais são apenas formas de encantar o eleitor? O que sabemos é que, independentes de as promessas serem viáveis ou não, elas dificilmente saem do papel, como estamos assistindo ao mesmo filme há anos.
Não é novidade que o povo está cansado de ouvir promessas. Porém, é de suma importância que nós, eleitores, tenhamos a mínima noção do que está sendo proposto e do que realmente é permitido a um candidato realizar, afinal só poderemos cobrar aquilo que é possível ser feito. Diga-se de passagens, muitos candidatos não sabem nem o que faz um vereador, deputado, senador e assim por diante.Como diria o Tiririca: eu não sei o que faz um deputado mas eu vou descobrir e depois eu conto. E ele descobriu e ficou decepcionado. O que um parlamentar faz é bem diferente do que deveria fazer. Enfim, essa é outra história.
Voltando ao tema promessas.“Trocando em miúdos”, durante as campanhas, inúmeros candidatos prometem que irão fazer coisas, que se cada um deles conhecesse um pouco das suas futuras atribuições, existiria a possibilidade de não iludir os eleitores com promessas impossíveis de cumprir. Entretanto, essas atribuições são temas para um outro texto, certamente mais complexo.
Desde 2010, é obrigatoriedade dos candidatos aos cargos do executivo apresentar programas de governo no ato do registro de suas candidaturas na Justiça Eleitoral. Entre as promessas mais comuns estão a redução dos impostos, talvez porque o peso da carga tributária sempre foi – e ainda é – uma das principais reclamações dos brasileiros; melhorias na saúde, que é precária tanto pela falta de profissionais quanto pelas condições estruturais dos hospitais; melhorias no trânsito, super congestionado pela quantidade de veículos inversamente proporcional ao número de vias nas cidades; e a garantia da segurança publica de qualidade, que dispensa qualquer tipo de comentário pelo que a gente assiste nos veículos e até a olho nú, no dia a dia. E a criminalidade não é mais "privilégio" dos grandes centros.
E quando questionamos o porquê os políticos brasileiros não cumprem suas promessas de campanha, a resposta é simples: por mais boa vontade que os eleitos tenham, prometem coisas impossíveis de cumprir, ou seja, é inviável, prometer aquilo que não pode acontecer num curto espaço de tempo, por exemplo, a construção de 10 hospitais públicos em 4 anos.
Para evitar que promessas de campanha sirvam apenas para preencher o espaço da propaganda eleitoral já foi criado o “Portal Compromisso Público”, onde serão registradas as promessas e os passos dos políticos em todo país. Além deste, um projeto de emenda constitucional foi apresentado pela Rede Nossa, que reúne mais de 600 ONGs. Ele exige que os políticos eleitos anunciem, em até 90 dias após a posse, um Programa de Metas e Prioridades para o mandato, além de propor que o cumprimento das promessas políticas seja obrigatório para o presidente, os governadores e os prefeitos.
Para finalizar, temos de ter consciência de que a política partidária não deve ser uma ponte para conseguir emprego e nem de interesses pessoais. Os políticos são representantes do povo – nossos representantes – e devem trabalhar em prol do povo. Não podemos pactuar com a falta de bom senso e o despreparo evidente de muitos candidatos. Que prevaleça o bom senso dos políticos e especialmente de nossa parte-eleitores-que mais uma vez vamos escolher os nossos representantes. Que sejamos mais coerentes moralmente e eticamente no momento da escolha. Não vote nesse ou naquele, só porque ganhou um abraço ou um cafezinho w um biscoitinho. Fique ligado e bom voto!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Vem aí o Setembro Amarelo. Estatísticas indicam ao menos dois casos de suicídio por dia no Paraná. É recorde na série histórica analisada pelo ministério da saúde desde 1979. Quais seriam as razões? Auxílio gratuito ao CVV. Ligue 188 é grátis.


Quais seriam as razões para alguém tirar a própria vida? O desespero pode chegar a beira do insuportável? Uma coisa é fato. A cada dia, o sofrimento – físico ou emocional – fica mais intenso e viver torna-se um fardo pesado e angustiante para muita gente com dificuldade em lidar com o inesperado. Sua dor parece incomunicável; por mais que você tente expressar a tristeza que sente, ninguém parece escutá-lo ou compreendê-lo.

Diante dos aspectos relatados, a vida perde o sentido e a vontade de viver vai aos poucos sendo corroída pelo desejo de parar com a cadeia de sofrimento. O mundo ao seu redor fica insosso para muitos. Você sonha com a possibilidade de fechar os olhos e acordar num mundo totalmente diferente, no qual suas necessidades sejam saciadas e você se sinta outro.

Dentro dessa perspectiva, o suicida pode entender ser a morte o passaporte para essa nova vida? Como isso pode ser possível se a nossa tendência é valorizar a vida e não acabar com ela?

Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade.

Parece comum ao ser humano experimentar, pelo menos uma vez na vida, um momento de profundo desespero, dor ou sofrimento e de grande falta de esperança. Os adjetivos são mesmo esses: extremo, insuportável, profundo. Mas, aos poucos, os seus sentimentos e idéias se reorganizam.

Suas experiências cotidianas passam a fazer sentido novamente e você consegue restabelecer a confiança em si mesmo. Você descobre uma saída, procura apoio, encontra compreensão. Aquele desejo autodestrutivo, aquela vontade de resolver todos os problemas num golpe só, se dilui. E você segue adiante. Muitos, no entanto, não conseguem encontrar uma alternativa. O suicídio, para esses, parece ser a última cartada contra o sofrimento, um gran finale para uma vida aparentemente sem sentido, para um presente pesado demais ou para um futuro que por mais amedrontador que seja, possa significar algo melhor que o momento presente.

O suicídio tem muitas explicações, inclusive no campo filosófico, mas não tem explicações objetivas. O suicídio agride, estarrece, silencia. Continua sendo tabu, motivo de vergonha ou de condenação, sinônimo de loucura, assunto proibido na conversa com filhos, pais, amigos e até mesmo com o terapeuta. Mas as estatísticas mostram que o suicídio precisa, ser melhor discutido, e isso já passou da hora faz tempo. Trata-se, além de uma expressão inequívoca de sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública.

De acordo com o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 804 mil pessoas se mataram no ano 2012 em todo o mundo – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio é classificado pela OMS, é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos. Por isso, o suicídio não pode mais ser ignorado.

Casos de suicídio muitas vezes são deliberadamente mascarados nas estatísticas oficiais. Suicídios de crianças tidos como morte acidental ou acidentes de automóvel, causados por jovens que dirigem alcoolizados e em alta velocidade: para os especialistas, esses são, sim, atos suicidas.

O pensamos em suicídio é caracterizado com um pensamento humano. por mais incomum ou bizarro que possa parecer. Se não desejamos nos matar, ao menos cogitamos morrer – morrer para escapar do sofrimento, para nos vingar, para chamar a atenção ou para ficar na história. Outro fator que faz a gente pensar é, por que algumas pessoas desistem e outras não?

O suicida tem desejos de vingança como, por exemplo, uma forma de punir pessoas próximas para que se sintam culpadas ou tristes. Pode ainda ter desejo de reparação, de salvação, de escape, de sacrifício, de reencontrar-se com alguém que já tenha morrido, de estar mais próximo de Deus, etc.

Tais desejos são declarados em cartas de despedida ou em fragmentos de conversas relatadas, mais tarde, lembradas por amigos ou familiares, sobre alguns comportamentos ou falas que sinalizavam a intenção de suicídio, mas que naquele momento não deram importância.

Por isso que é perigoso avaliar um comportamento de alguém que diz que quer se matar banalizando com frases do tipo “ele (a) só quer chamar atenção”. É preciso ajudar, sem necessariamente ser um especialista, demonstrando interesse genuíno em acolher o outro.

Coragem ou covardia de quem tira a própria vida? As opiniões se dividem. De qualquer forma, o ato contra a vida pode ocorrer num gesto impulsivo e a pessoa vai embora pra sempre. E é o pra sempre que nos incomoda.

Por trás do comportamento suicida há uma combinação de fatores biológicos, emocionais, socioculturais, filosóficos e até religiosos que, embaralhados, culminam numa manifestação exacerbada contra si mesmo.

Existem causas imediatas predisponentes – como perda do emprego, enfermidade grave ou terminal, fracasso amoroso, morte de um ente querido ou falência financeira, mágoas e decepções dentre outras – que agem como o último empurrão para o suicídio. A análise das características psicossociais do indivíduo, porém, revela os motivos que, ao longo da vida, o auxiliaram a estruturar o comportamento suicida.

Fenômeno complexo, o suicídio configura um assassinato, em que vítima e agressor são a mesma pessoa. A definição de suicídio implica necessariamente um desejo consciente de morrer e a noção clara de que o ato executado pode resultar nisso.

O fato de estar consciente de que vai efetuar um ato suicida não elimina, no entanto, o estado de confusão mental que o indivíduo experimenta momentos antes da ação. Afinal, o suicida tem diante de si duas iniciativas complexas e contraditórias a conciliar naquele momento: tirar a vida e morrer. O suicídio ocorreria, então, num instante em que a pessoa se encontra quase fora de si, fragmentada, com os mecanismos de defesa do ego abalados e, por isso, “livre” para atacar a si mesma.

Há suicídios e suicídios. Por isso, os especialistas costumam avaliar a tentativa de se matar ou o ato propriamente dito a partir de duas variáveis: a intencionalidade e a letalidade. A primeira diz respeito à consciência e à voluntariedade no planejamento e na preparação do ato suicida. A segunda, ao grau de prejuízo físico que a pessoa se inflige. Existem casos em que o indivíduo demonstra evidente intenção de morrer e alto grau de letalidade, ao optar por um método eficiente. Em outras ocorrências, a vontade de morrer é fraca, apesar de voluntária, e o método escolhido é pouco prejudicial. Ou seja: há casos de suicidas propriamente ditos. E há casos em que a pessoa só está pedindo socorro, implorando para ser resgatada. E outros, cujo objetivo é mesmo acabar com a própria vida, por desconhecimento da maneira mais efetiva de causar danos graves a si mesmos, acabam sobrevivendo. É bom lembrar que em casos assim, se o candidato em potencial não receber tratamento adequado, poderá tentar novamente.

Dados da OMS indicam que o suicídio geralmente aparece associado a doenças mentais – sendo que a mais comum, atualmente, é a depressão, responsável por 30% dos casos relatados em todo o mundo. Estima-se que uma em cada quatro pessoas sofrerá de depressão ao longo da vida. Entre os subtipos, a depressão bipolar – em que fases de euforia e apatia profundas se alternam – parece ser a de maior risco. O alcoolismo responde por 18% dos casos de suicídio, a esquizofrenia por 14% e os transtornos de personalidade – como a personalidade limítrofe e a personalidade anti-social – por 13%. Os casos restantes são relacionados a outros diagnósticos psiquiátricos.

Estudos de autópsia psicológica (feitos com base em entrevistas com amigos, familiares e médicos do suicida) mostram que mais de 90% das pessoas que se mataram no mundo tinham alguma doença mental. Entretanto, doenças psiquiátricas não são condição suficiente para o comportamento suicida, já que outros fatores – emocionais, socioculturais e filosóficos – também entram em jogo. Na verdade, essas doenças provocam uma vulnerabilidade maior ao suicídio. É comum que a pessoa, quando está com depressão, tenha pensamentos pessimistas, ache que a vida não vale a pena e que talvez fosse melhor morrer, mas a maioria dos deprimidos não tentará se matar. Somente os mais impulsivos e agressivos procuram o suicídio.

Pode ser que, em algum momento de nossas vidas, desconfiemos de que alguém próximo está pensando em suicidar-se em decorrência de um grande sofrimento. Diante dessa situação, o sentimento de impotência pode se fazer presente, fazendo-nos acreditar que não há como intervir, uma vez que a pessoa parece já ter decidido encerrar a própria vida. Entretanto, ao contrário do que o senso comum tende a reproduzir, existem diversas maneiras de auxiliar essa pessoa.

Se há uma desconfiança, é importante que se converse diretamente com a pessoa que está sofrendo. Um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Procurar saber como a pessoa está, o que tem feito ultimamente, como está se sentindo. O foco da conversa deve ser o outro, portanto, não é recomendável: falar muito sobre si mesmo, oferecer soluções simples para os problemas que a pessoa relatar e desmerecer o que ela sente.

Essa conversa pode obter melhores resultados se for feita em um lugar tranquilo, sem pressa, respeitando o tempo da pessoa para se abrir. Caso a pessoa se sinta à vontade para compartilhar o seu sofrimento, não é indicado: rechaçar (“Credo, isso é pecado!”), esboçar expressões de choque (“Não acredito que você tá pensando nisso!”) e reprimir, caso o choro venha (“Pra que chorar? Você sempre teve tudo do bom e do melhor!”).

A escuta ativa deve sempre estar presente nesses diálogos. Uma escuta ativa consiste em realmente ouvir e compreender o que o outro diz, não apenas esperar uma pausa para poder respondê-lo. Isso não significa, no entanto, deixar a pessoa falando sozinha. Algumas pontuações que podem ser feitas consistem em: fazer perguntas abertas; fazer um breve resumo do que a pessoa falou, de tempos em tempos, para que ela saiba que você está atento ao que ela diz; retornar a algum ponto que não tenha ficado claro e tentar, ao máximo, escutá-la sem julgamentos.

Oferecer suporte emocional e informar sobre a ajuda profissional, bem como se mostrar à disposição, caso ela queira conversar novamente, são pontos importantes. Se a pessoa falar claramente sobre os seus planos de se matar e parece estar decidida quanto a isso, é primordial que ela não seja deixada sozinha. Podem ser contatados os serviços de saúde mental e familiares/amigos da pessoa. Pode ser necessário que ela fique em um ambiente seguro, sendo auxiliada por um profissional.

Se você perceber que a pessoa não se sente à vontade para se abrir, deixe claro que você estará disponível para conversar em outras oportunidades. Você também pode indicar os serviços oferecidos pelo CVV, disponível em www.cvv.org.br, que trabalha para promover o bem estar das pessoas e prevenir o suicídio, em total sigilo, 24h por dia.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Lei Maria da Penha completando 12 anos. Muita coisa mudou nos últimos anos e o nosso desejo é de que o cerco feche-se ainda mais para os machões de plantão, aqueles que adoram judiar e maltratar de suas próprias companheiras. Uma covardia sem precedentes que faz parte da história, mas que felizmente está com o dias contados.

Quem nunca praticou atos de covardia com uma mulher, talvez possa achar a Lei Maria da Penha, algo inócuo, mas a realidade grita em silêncio há anos. Existem muitos homens machões de plantão que praticam violência contra as próprias mulheres, tanto físicas quanto morais e psicológicas. Sobre a Lei Maria da Penha, ela foi sancionada em agosto de 2006. Trata-se da Lei nº 11.340  que foi um importante marco para a defesa dos direitos das mulheres no Brasil. Conhecida pelo nome popular de Lei Maria da Penha, a legislação que pune os autores de violência no ambiente familiar está completando hoje, dia 07/08, 12 anos de existência. Deste o princípio, a lei foi bem vinda, estimulando as mulheres a denunciar sem medo.
 O nome popular foi dado em homenagem à farmacêutica Maria da Penha Fernandes(foto). Em 1982, seu marido tentou assassiná-la duas vezes. Na primeira tentativa, ela ficou paralítica após levar um tiro nas costas. Apesar do crime, o julgamento contra o ex-marido transcorreu lentamento, como quase tudo por aqui caminha lentamente e às vezes nem caminha e Maria da Penha decidiu, em 1998, denunciar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Brasil foi condenado pela Corte que recomendou a criação de uma legislação para prevenir e punir casos de violência doméstica. Aos poucos, as Delegacias da Mulher foram surgindo aqui e alí, encorajando as mulheres a denunciar. Hoje, não são todas que denunciam. A maioria ainda tem receio, não quer os filhos, a família ou mesmo para não expor a própria imagem a situações vexatórias, preferindo o sofrimento em silêncio. As ameaças pós agressões também são comuns. Para que tenhamos uma idéias vamos saber um pouco sobre a Lei Maria da Penha. 
A Lei nº 11.340 classifica como violência doméstica e familiar contra a mulher ações ou omissões baseada no gênero causem morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial nos âmbitos: da unidade doméstica, que compreende o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar; da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados; e em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor tenha convivido com a ofendida.

Em pouco mais de uma década de vigência, a Lei motivou o aumento das denúncias de casos de violação de direitos. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, foram registradas no primeiro semestre deste ano quase 73 mil denúncias. O resultado é bem maior do que o registrado (12 mil denúncias) em 2006, primeiro ano de funcionamento da Central.
As principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher. (Delegacia da Mulher)
A partir da sanção da Lei Maria da Penha, o Código Penal passou a prever estes tipos de agressão como crimes, que geralmente antecedem agressões fatais. O código também estabelece que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada se ameaçarem a integridade física da mulher.
Pela primeira vez, a Lei também permitiu que a justiça adote medidas de proteção para mulheres que são ameaçadas e correm risco de morte. Entre as medidas protetivas está o afastamento do agressor da casa da vítima ou a proibição de se aproximar da mulher agredida e de seus filhos.

Além de crime, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda considera a violência contra a mulher um grave problema de saúde pública, que atinge mulheres de todas as classes sociais.
Infelizmente, nem tudo ainda é positivo. Apesar de ter estabelecido uma maior punição, de as Delegadas serem firmes com os agressores,  muitos deles ainda ignoram as consequências das alterações. O número de processos que tramita no judiciário no tema violência contra mulher chega a quase 1 milhão. Do total, cerca de 10 mil casos são de feminicídio. A nossa torcida e para que as mulheres não fiquem caladas. Esse estado de coisas, efetivamente precisa ter um fim. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Várias questões muito comuns em todo mundo, nos deixam sempre pensativos. Uma delas é a febre estética.

Não sou contra quem queira cuidar da saúde, da aparência, da beleza. Isso faz parte da natureza das mulheres e até de alguns homens sejam eles metrossexuais, vaidosos ou aqueles que são cuidadosos com a imagem. A questão, quando o assunto é cirurgia estética, está nos riscos a saúde, para a vida e até nos resultados que nem sempre são satisfatórios ou positivos. Quando dá certa e fica como pensamos é maravilhoso, mas quando dá errado....hunnn!


Existem mulheres que investem horrores em procedimentos estéticos. Algumas querem melhorar alguma parte do corpo que causa incômodo. Bumbum, nariz, barriga, seios, lábios e outros ponto que nem sempre são perceptíveis para as pessoas, mas que incomoda o dono ou a dona do que pode ser considerado um (digamos) defeito estético. Há quem tenha investimentos milhares de dólares na intenção de mudar a imagem ou o perfil. Muitos casos são um sucesso e outros, nem tanto, acabam entristecendo o paciente.
Cirurgias estéticas são absolutamente comuns para quem pode pagar. O pior é que algumas pessoas nem podem pagar, mas dão um jeito e submetem-se aos procedimentos indicados ou desejados. Muitos procedimentos são arriscados como assistimos ao longo dos anos e continuamos a assistir. São casos onde o risco de morte é grande bem como risco de mutilação ou de a cirurgia ser um fracasso. Por outro lado, existem os profissionais sérios e especializados e até os famosos, mas como o custo fica bem maior, muitos preferem serviços de profissionais duvidosos ou inabilitados, pseudo profissionais da área. Casos bem sucedidos existem muitos, inclusive com a melhora da autoestima da pessoa, mas também existem muitos casos onde os pacientes ficaram bizarros. Passeio pelo google que você vai perceber do que estou fazendo referência.

Se toda cirurgia tem riscos, imagine feita por um picareta? Normalmente as pessoas passam por cirurgias estéticas, não para agradar os outros, mas muitas vezes para agradar a elas mesmas, tendo como base conceitos estéticos que considera ideais.
Aceitar-se, antes de querer agradar a quem quer que seja, é a grande sacada de todos os tempos. Muitas vezes somos levados por uma recusa da própria imagem, pela opinião dos outros e até mesmo por padrões estéticos que não são tão importantes quanto a gente pensa que sejam. Cautela e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém.





terça-feira, 24 de julho de 2018

Picaretas, existem aos montes em todos os lugares do mundo. Normalmente ele agem como se fossem salvadores da pátrica, solução de problemas mas todos são totalmente sem ética, sem moral e a intenção é só levar vantagem. Independente do ramo o picareta é o representante máximo dos famosos caça-níqueis. Não importa o tamanho da vantagem. O importante é levar vantagem. Caia fora das leis de Gerson por uma vida com menos dor de cabeça.

Picaretas e Charlatões, estão espalhados por todos os cantos. Picaretas, existem em todos os lugares. A base da picaretagem consiste na falta de ética e o melhor dos picaretas é aquele que não tem cara, nem jeito de picareta, apenas os treinados e calejados por tantos tombos na vida, teriam facilidade para identificar a erva daninha. O picareta não é somente aquele desafortunado que ao passar por coitadinho tenta levar vantagem de alguma forma. Existe os grandes picaretas espalhados pelos mais diversos segmentos. Política, Medicina, Administração, Negócios, Comércio, Educação e muitos infiltrados até em nosso próprio ambiente. Já fui vitima de muitos, hoje menos tonto, dificilmente deixo-me abater com conversa fiada. Agora, os Reis da Picaretagem começam a mostrar a cara a caça de votos. Muitos são bons e bem intencionados, mas a maioria não vale o feijão que come, como diria meu saudoso pai.Vamos ficar atentos. Afinal, as tetas do governo sempre terão leite à vontade para os que conseguem se aproximar e para quem já está, e não quer perder a boquinha. Muitos fazem o diabo para continuar mamando, até porque o Diabo é o picareta MOR do mundo. Vive cheio de artimanhas somente na intenção de enganar. Identificar um picareta é fácil e simples demais. 5 dicas que poderão ser úteis. São verdadeiras regras de outro contra picaretas e charlatões. Essas dicas funcionam como antídoto para a picaretagem.
1-Sempre que alguém oferecer algo vantajoso para você...CAIA FORA. Se for vantajoso demais, nem dê ouvidos. Não perca tempo com isso. |Quando alguém tem algo bom demais, a pessoa vai oferecer para o pai, para a mãe, para os filhos, para um parente, um amigo íntimo ou para um cúmplice e jamais para você.
2-Sempre que alguém tiver um bom negócio para você...CAIA FORA. Se fosse bom mesmo como o apregoado, seria oferecido para qualquer um, menos para você.
3-Quando a vantagem é oferecida por um amigo...CAIA FORA. Lembre que a maioria de nós possui tão poucos amigos, que seriamos capazes de contar nos dedos, ainda que alguns dedos tivessem sido amputados. O que nós temos, talvez em abundância, são conhecidos. Amigos de verdade, não. Isso ão é ser negativista ou pessimista e sim realista.
4-Ao receber um conselho ou uma opinião...CAIA FORA. A maioria dos conselhos não tem base sólida. Todas as opiniões tem por base um pensamento individualista. O que dá certo para um, pode não dar para o outro. 
5-Sempre de reclamar da vida para alguém...CAIA FORA ou esteja preparado para uma solução pouco convencional, que sendo aceita, irá piorar a sua vida bastante. O correto mesmo, é não reclamar e evitar ouvir bobagens.

domingo, 1 de julho de 2018


Chegando de São Paulo. Mais uma consulta. Desta feita com o Professor Doutor  Luiz Augusto Franco de Andrade.  Ele é neurologista especializado em distonias focais primárias e secundárias. Uma das questões interessantes sobre o tema Distonia é que não há causas específicas com pacientes de todos os segmentos e estilos de vida. Nota-se  que  alguns pacientes tem órgãos atingidos, pela excelência no que fazem, caso do Maestro João Carlos Martins (pianista), profissionais de dança com movimentos técnicos precisos, profissionais que lidam com instrumentos de corda ou de sopro, cardiologistas cirúrgicos e outras atividades que exigem sintonia fina e de outros registros de exímios profissionais das mais variadas áreas. Em razão do baixo números de distônicos, os avanços tem sido lentos nessa área. Há inclusive a implantação de eletrodos na área afetada. Cirurgia invasiva e recomendada em casos severos. Quanto as muitas sensações que paciente reclamam, vem a reboco do própria problema em razão da impotência em lidar com ele. Quanto aos poucos casos de reversão espontânea, todos eles ocorreram tendo os pacientes algo em comum. Desistiram de lutar com a doença, como se diz na gíria, jogaram a toalha. No meu caso, a curiosidade de tantos quantos anseiam por uma melhora urgente, é grande. Querem saber de tudo e sobre várias coisas. Foram 3 horas de consulta falando sobre o tema. Como eu já sabia várias coisas sobre distonias focais, nos ativemos aos fatos que eu desconhecia. Há sim várias tratamento paliativos. Alguns funcionam bem para uns e não tão bem para outros. Tudo depende muito da resposta do organismo aos medicamentos. Uma das indicações é  a aplicação da toxina botulínica que paralisa a ação contínua dos músculos antagônicos fazendo com que os agônicos trabalhem melhor. Não resolve, mas causa algum conforto ao paciente. Funciona super bem em distonias de língua e bléfaro. A aplicação é feita trimestralmente, não faz mal, porém o músculo vai perdendo a capacidade, o que não seria normal. O outro é Leponex que pode dar bom resultado, dependendo da resposta do organismo. Caso a resposta seja boa sem aumento do glóbulos brancos, a medicação poderá surtir efeito com a administração que varia de  25, 50, 75 ou 100 miligramas dia. Caso não dê resultado satisfatório ou aumente os glóbulos, suspende-se o tratamento. Uma terceira alternativa é um tratamento com aplicações elétricas transcorticais. No meu caso, vamos começar com 2 miligramas dia pois o organismo precisa de tempo para adaptação. Caso não haja aumento dos glóbulos brancos (acompanhamento semanal)  a cada 3 dias vamos aumentando a dosagem até atingir 100 miligramas. Normalmente, há boa resposta a partir dos 50 miligramas dias. Quanto a novidade, está sendo lançado um produto de alto nível para distônicos. É um remédio americano que deverá chegar ao consumidor ao preço pouco superior a 9 mil dólares a caixa com 30 comprimidos e aparentemente sem efeitos colaterais importantes. Indicação inclusive para distonias severas, com espasmos diversos. Para saber mais acesse o Blog: distoniafocal.blogspot.com 


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Em viagens aéreas, as observâncias sobre coisas que deveriam ser pouco comuns, mas que tornaram-se absurdamente comuns. Vamos viajar juntos nas manias dos passageiros.

Para economizar e continuar aferindo lucros, as companhias aéreas fazem coisas chatas e até mesmo feias. Uma delas foi o corte no oferecimento de coisas boas aos passageiros no serviço de bordo. Antes em trechos menores e dependendo do horário eram servidos sucos, refrigerantes e lanches sustanciosos. Depois para trechos curtos passaram a oferecer água e bala e às vezes, nem isso. Em trechos mais longos Batatinha, amendoim e bobagens afins. Depois disso, veia a história da bagagem. Agora as bagagens devem ser despachadas mediante pagamento. Antecipado 30 e na hora 60 reais, se não houve aumento. Como sou prático, normalmente levo uma bolsa pouco maior que um pasta para notebook, mas as mulheres normalmente levam duas malas. Uma que comporta dentro do bagageiro no corredor e a outra despacha-se. Sem falar em famílias que viajam para ficar vários dias e aí, as bagagens mais se parecem mudanças. Ainda sobre as malas, é óbvio que a maioria dos passageiros prefere lotar os compartimentos da aeronave de bagagens. Alguns só entram mediante um bom empurrão. Em aviões menores, os passageiros são obrigado a fazer as acomodações embaixo do banco do passageiro da frente. Outras coisas frequentes que podemos observar. Passageiros que não obedecem aos comunicados feitos pelos comissários como: desligar o celular, afivelar o cinto, deixar a poltrona na posição vertical e abrir as persianas na hora do voo. Outras duas azáfamas dos passageiros. Quando o avião aterrissa, ato contínuo ouve-se o desafivelar dos cintos, quando a recomendação é para que isso ocorra apenas quando a aeronave estiver totalmente parada. Pouco antes terminar o taxiamento, os passageiros começam a se levantar a abrir os compartimentos de bagagem. Aí, observa-se aquele monte de gente em pé com as malas na mão, aguardando a abertura de portas que muitas vezes ocorre 5 minutos depois. É muito desespero. É muito sufoco. Outra observação: quando for declinar o banco do passageiro, seja cuidadoso e observe se a ação não irá incomodar o passageiro do banco de trás. Só mais uma. Basta o avião decolar, começa uma transito de gente pra ir ao banheiro. Por que não vão ao banheiro antes? É só pelo prazer de atrapalhar os outros passageiros que precisam se levantar para o gracioso ir ao toilette? Sem falar em passageiros chatos do tipo que reclama de tudo. Será que isso só ocorre aqui ou é no mundo todo?

domingo, 17 de junho de 2018

É macho ou não é macho? É incrível como a nossa forma de enxergar as coisas faz toda a diferença. A precipitação é a pior companheira em muitos momentos. Com ela, tomamos atitudes impensadas e sem ela, quase nunca nos arrependemos, pois a precipitação é a nossa pior conselheira.

Honra, Lavar a honra com sangue (muitos de nós estamos cansados de ouvir isso. Moral, não admito isso (muitos de nós também já presenciamos absurdos por causa da moral. A não admissibilidade de determinados pensamentos, muitos bastantes deles arcaicos redundam mesmo em desgraças maiores. Este preâmbulo é só pra comentar sobre a notícia do açougueiro bravo que não admite brincadeiras bobas, pois é macho barbaridade.Um açougueiro de 31 anos foi preso suspeito de agredir a mulher e a sogra em Araçatuba (SP). Tudo começou depois que o homem acordou e viu que as unhas dos pés e das mãos estavam pintadas com esmalte. Ele também estava com batom nos lábios. A polícia foi acionada e quando chegou ao local encontrou o açougueiro sentado em um sofá com duas facas. De acordo com o boletim, ele ficou furioso com a "brincadeira" e agrediu a mulher. A mãe da vítima tentou impedir o genro e também foi agredida. A jovem, de 22 anos, teve ferimentos, mas não precisou de atendimento médico. Já a mãe dela, de 45 anos, foi levada para o pronto-socorro por causa de um ferimento no olho. O suspeito foi levado para a delegacia, onde foi ratificada a prisão em flagrante e não arbitrada fiança. Tudo por causa de uma brincadeira. Entendeu porque a precipitação é a nossa pior conselheira? Muitas bobagens que cometendo no dia a dia, podem ser evitadas se deixarmos a mente se assossegar por 24 horas e em casos mais dramáticos contar até 10 pode ser muito bom.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Campanha Maio Amarelo "Nós somos o trânsito" visa mais humanização e respeito no trânsito das cidades.

Está em andamento a Campanha Maio Amarelo que foi criada com o objetivo de chamar a atenção da população para o alto índice do número de mortos e feridos no trânsito de todo o país. No entanto, as estatísticas mostram o contrário, principalmente neste mês de conscientização. Estamos assistindo o que podemos caracterizar como: maio vermelho. Os acidentes seguem acontecendo em larga escala, provocados pela imprudência e desrespeito às leis de trânsito. Mesmo com as campanhas, os motoristas continuam bebendo e dirigindo, furando semáforos e fazendo das ruas, verdadeiras pistas de corrida. Até o fechamento da semana, dia 18 de maio, só em Londrina, os Bombeiros haviam registrado 197 ocorrências, sendo 21 atropelamentos, 14 choques contra postes, 109 batidas e 51 quedas. Os motociclistas estão envolvidos em 68,3% desses acidentes. Uma pena que seja assim. Apesar da campanha o desrespeito continua. 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Já começou a ExpoLondrina 2018 com muitas atrações. A 58ª edição da Feira promete ser um sucesso absoluta, maior até que a edição de 2017.

Começou mais um espetáculo do agronegócio com muitos Shows, Novidades, Leilões, Rodeios, Diversão e Alimentação. Nesta quinta-feira dia 06 teve início a 58ª Exposição Agropecuária de Industrial de Londrina abrindo os seus portões para receber um grande público de Londrina, do Paraná, do Brasil e até do Exterior. São visitantes, empresários e pessoas ligadas ao mundo dos negócios agropecuários. Eu estarei participando na ExpoLondrina. Como acontece todo ano, você já é nosso convidado para visitar o Stand/Estúdio da Paiquerê Fm que está de volta com a tradicional promoção das sementes da abóbora, sucessos todos os anos, Viste também o Stand da Ric TV Recod que sempre apresenta novidades ao público. Quem passar pelo Stand da TV ou da FM, poderá conhecer de perto o seu Apresentador preferido e até fazer fotos. Nos meus passeios pela Expô, muitos encontros com amigos, ouvintes e telespectadores. Pessoas que fazem questão daquela paradinha para um Oi, uma Selfie, um bom papo e para saber como vão as coisas. Na última Expô a de 2017, fiquei surpreso com o número de pessoas que vieram falar comigo e especialmente com as crianças que queriam fazer fotos comigo, por causa do Programa de TV. Outra novidades na Expô passada foi uma surpresa ao encontrar-me com um grande número de mulheres que acompanham o programa todo fim de semana. Mesmo não sendo um programa feminino, as mulheres estão ligadas e mesmo não sendo um programa infantil, as crianças também estão ligadas junto com os pais. Assistem e gostam por causa da quantidade de carros e motos que mostramos todo fim de semana. Eu e a minha colega de Apresentação do Programa pela Ric TV Record, estaremos na ExpôLondrina 2018.
A gente se encontra na 58ª Exposição de Londrina. 
Quem fizer fotos comigo poderá vê-las em nossa  página www.facebook.com/samuellopesresponde ou #nafotocomigo

sexta-feira, 30 de março de 2018

MOTORISTA DOMINGUEIRO. PERIGO NAS ESTRADAS. CONFIRA ESSAS 12 DICAS.

O termo “domingueiro” foi inicialmente usado pelos motoristas profissionais para denominar aquele condutor inexperiente que saia das vias urbanas, para as rodovias, apenas ao domingos e feriados, isto é aquele motorista desconhecedor de algumas características importantes do trânsito rodoviário. Hoje é usado para denominar aqueles que apresentam comportamentos perigosos, egoístas, inexperientes e trapalhões, que prejudicam a segurança e tranqüilidade dos outros usuários, muitas vezes sem perceber, não significando pouco tempo de habilitado,sob o ponto de vista legal, para a condução de veículos
Muitos são os comportamentos perigosos para a segurança própria e dos demais no trânsito rodoviário, que podem ser elencados. Os principais são os seguintes:
1.    Durante a noite não baixam os faróis ao cruzar ou seguir outro veículo, ofuscando a visibilidade de outros condutores;
2.    Diminuem bruscamente a velocidade na pista de rolamento para efetuar manobra para sair da via à esquerda ou direita, sem a diminuição gradativa adequada ;
3.    Ultrapassam outro veículo, sem perceber que ele mesmo, está sendo ultrapassado por outro veículo, arriscando colidir lateralmente;
4.    Não mantém distância de segurança frontal em relação a outro veículo, indo verificar se há condições de ultrapassá-lo, com a frente do veículo invadindo a pista contrária e arriscando colidir frontalmente com outro veículo que transita em sentido oposto e regularmente;
5.    Onde há duas faixas no mesmo sentido de deslocamento, anda em baixa velocidade na pista da esquerda, a destinada à ultrapassagem e aos veículos de maior velocidade, não permitindo que outros veículos ultrapassem-no de forma regular;
6.    Em caso de imobilização emergencial do veículo colocam o triângulo  junto a ele, deixando de sinalizar numa distância segura de forma a possibilitar que outros condutores de veículos vejam e tomem medidas de segurança, antecipadamente;
7.    Esquecem e não sabem como acionar o “pisca-alerta”, em caso de imobilização emergencial;
8.    Em caso de fiscalização por policiais rodoviários não sabem onde está o extintor de incêndio e outros equipamentos obrigatórios;
9.    Em caso de necessidade de substituição de pneu, verificar que o pneu “estepe” está murcho, o que reflete falta de observação regular;
10. Ultrapassam outro veículo sem acionar os indicadores luminosos de mudança de direção, antes de iniciar a ultrapassagem e ao retornar à pista própria;
11. Saem em viagem com diferentes pressões nos pneus, sem calibrá-los antecipadamente;
12. “Cortam a frente” de outro veículo ao ultrapassá-lo.
E você, és “domingueiro” ou consciente? Tuas atitudes revelarão teu rótulo!
Seja paciente no trânsito, para não ser paciente no hospital!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Se você pretender assistir ao filme Tomb Raider, pode ir sossegado. É o tipo do filme que você vai, do começo ao fim, sem tédio.


Ícone dos videogames, Lara Croft é daquelas personagens cuja popularidade fez com que transcendesse o ambiente em que foi criado. Se a musa digital já havia ganho uma versão em carne e osso no início do século XXI, personificada por Angelina Jolie em dois filmes, agora ela ressurge na pele de outra jovem atriz, também ganhadora do Oscar de coadjuvante: Alicia Vikander. Entretanto, mais do que a mera troca de nomes, é importante reparar no relevante processo de ressignificação que a personagem passou nesta década e meia de hiato nas telonas.

Tal transformação fica explícita logo na primeira cena apresentada, após a abertura explicativa em torno da feiticeira Himiko: o soco no rosto recebido por Lara, associado a uma derrota na luta praticada em plena academia, elimina de imediato a aura de imbatível em torno da personagem. "Ela não é nenhuma super-heroína", o roteiro rapidamente alerta. A busca por uma Lara Croft mais "normal" é onipresente, seja ao realçar suas fragilidades ou mesmo ao afastá-la do ambiente luxuoso em torno de sua origem - que está lá, como pano de fundo, mas apenas para contextualizá-la. A nova Lara despreza a fortuna que possui, preferindo assumir seu destino ao trabalhar como entregadora e pagar suas próprias contas, um caminho bem diferente do exibido nos filmes anteriores que é, também, reflexo do empoderamento das mulheres em geral nos últimos anos. Ponto para o filme.

Porém, há também uma mudança de postura em relação à personagem. Se antes se investia mais no lado sex symbol de Lara Croft, explorando a sensualidade típica das heroínas siliconadas criadas para o digital, aqui esta vertente também é deixada de lado. Saem as cenas posadas que exploravam a beleza de Angelina Jolie em nome de uma personagem mais gente como a gente, algo em muito auxiliado pelo trabalho de Alicia Vikander. Se esta é nitidamente a personagem que mais lhe exigiu no lado físico, ainda assim ela consegue transmitir uma humanidade no olhar que, em vários momentos, ajuda a situá-la dramaticamente dentro da narrativa. Não que este seja o foco central do filme, claro, mas auxilia a nova Lara Croft nesta busca em ser uma personagem mais contemporânea.


Com tal transformação estabelecida, chama a atenção como Tomb Raider - A Origem pode ser dividido em dois filmes bem distintos. Se na primeira metade há todo este trabalho em restabelecer a personagem central, apostando em um divertido rally urbano que brinca com a ideia do costume britânico da caça à raposa, o trecho final envereda de vez na dinâmica típica de um videogame, com desafios seguidos - e por vezes absurdos - que precisam ser superados pela heroína. Com um vilão extremamente raso e caricato, interpretado por Walton Goggins, o novo Tomb Raider abandona qualquer tentativa de (re)criação para investir no mais do mesmo, artimanhas mirabolantes que não trazem emoção nem a menor dúvida do que acontecerá a seguir. Tedioso.

De início revigorante e desfecho arrastado, claramente inspirado em Os Caçadores da Arca PerdidaTomb Raider - A Origem se rende a um punhado de diálogos deslocados, metralhadoras que convenientemente falham e vilões que se recuperam num passe de mágica no intuito de criar sucessivas sequências de ação que, quase sempre, nada acrescentam. A exceção fica por conta da boa cena do avião à beira de uma cachoeira, bem executada tanto na dinâmica de Lara Croft quanto nos efeitos especiais empregados. No mais, chama a atenção o cuidado da produção em recriar poses clássicas da personagem nos videogames, como seu balançar na corda e o andar meio enviesado, sempre com a indefectível camiseta verde escuro. Afinal de contas, por mais que esta seja uma Lara Croft mais voltada aos dias atuais, certas características jamais mudam.