quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Eleições 2018: acompanhe várias dicas importantes que serão de grande utilidade para os eleitores. Bom votos a todos.


Neste domingo, dia 7 haverá eleições em todo país. Horário de votação das 8 às 17 horas. A ordem de votação para as eleições gerais é a seguinte: deputado federal, deputado estadual (deputado distrital no Distrito Federal), senador, governador e presidente. Para saber onde votar, você pode consultar seu local de votação no site do TSE. Você pode ligar também para a Central de Atendimento ao Eleitor dos TREs estaduais, ainda que esteja sem o título, ou para o seu cartório. Além disso, os jornais de grande circulação publicam, em data próxima à das eleições, a relação de todos os locais de votação de cada zona eleitoral.
Em todo o país, a votação no dia domingo dia 7 da outubro, será  das 8 da manhã às 5 da tarde, por meio da urna eletrônica. Às 17 horas, quando é encerrada a votação, o resultado da urna de cada seção é registrado em um dispositivo eletrônico, que é encaminhado para totalização. Se houver falha na urna eletrônica e na impossibilidade de sua substituição por outra do mesmo tipo, é utilizado o sistema tradicional de votos, havendo cédulas distintas, uma para as eleições majoritárias, de cor amarela, e outra para as proporcionais, de cor branca, a serem confeccionadas de maneira tal que, dobradas, resguardem o sigilo do voto sem que seja necessário o emprego de cola para fechá-las. No momento da votação o eleitor recebe as duas cédulas abertas. Ocorrendo votação por cédulas, a apuração desses votos é feita na urna eletrônica, sendo os votos lidos um a um e registrados na urna. Ao final é expedido o boletim apresentando o resultado da votação naquela seção.
Têm prioridade para votar, no domingo, dia de eleição em primeiro turno, os eleitores com mais de 60 anos, os doentes, os eleitores com deficiência ou mobilidade reduzida e as mulheres grávidas ou lactantes. Também têm prioridade candidatos, juízes eleitorais, promotores eleitorais, funcionários a serviço da Justiça Eleitoral e policiais militares em serviço. Quem não conseguir votar por alguma razão, deve justificar sua ausência. Se não o fizer ou se a justificativa não for aceita pelo juiz eleitoral, deverá pagar multa arbitrada por esse juiz. O eleitor que deixar de votar em três turnos consecutivos terá seu título cancelado.
Um eleitor deficiente visual, poderá votar normalmente na eleição de domingo. Na urna eletrônica, o teclado oferece a opção do sistema braile. Para a pessoa que não lê o braile, poderá se orientar a partir do ponto de identificação da tecla nº 5. As urnas também possuem sistema de áudio, disponibilizado quando solicitado.O fone de ouvido é oferecido em todas as seções com acessibilidade. E para o eleitor que ainda não vota em seção acessível, ele tem a opção de pedir um fone no momento do voto. Cada local de votação deverá conta com um fone de ouvido. Já o eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá votar em seção acessível. Apenas aqueles que fizeram a transferência temporária para uma seção com acessibilidade, que poderia ser requisitada no período de 17 de julho a 23 de agosto nos cartórios eleitorais. Passado esse prazo, os eleitores que não entraram com o pedido devem se dirigir às suas seções eleitorais de origem.
Na eleição de domingo das 8 da manhã às 5 da tarde, é necessário levar documento oficial de identificação com foto. E para o eleitor que cadastrou a biometria, outra opção é o e-Título, que valerá como documento de identificação para os biometrizados. A Justiça Eleitoral recomenda ao eleitor levar o título em sua versão digital (e-Título) ou impressa para facilitar a identificação da seção eleitoral. Sobre a identificação do eleitor nas cidades com biometria? Após digitar o número do título de eleitor, o mesário solicita ao cidadão que posicione o dedo no leitor biométrico, para identificação. O eleitor identificado poderá votar, sendo dispensada a sua assinatura na folha de votação. Caso não haja a sua identificação biométrica, por até quatro tentativas, ele deverá assinar a folha de votação.
No domingo dia da eleição, o eleitor poderá levar uma 'cola' com os nomes e números dos meus candidatos. Para quem não tem facilidade para decorar, se precisar de um lembrete, anote os números de seus candidatos na ordem correta de votação e use a 'cola' como lembrete na hora de votar. Busque os números de seus candidatos com antecedência. Para quem estiver em outra cidade ou estado no dia da eleição, é bom lembrar que o prazo para a solicitação do voto em trânsito já acabou. Quem fez essa opção não poderá votar em sua seção eleitoral de origem. Caso não esteja na cidade indicada no dia da eleição, o eleitor poderá justificar a ausência em qualquer local de votação do país.
Dicas aos eleitores sobre o voto em trânsito. É possível votar em trânsito apenas em capitais e em municípios com mais de 100 mil eleitores. Se o eleitor estiver em uma cidade dentro do Estado de seu domicílio eleitoral, ele poderá votar para todos os cargos. Agora, se estiver fora do seu Estado, poderá votar apenas para os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República.
No domingo, dia da eleição em primeiro turno, o eleitor não poderá ingressar na cabine de votação portando celular, máquinas fotográficas e filmadoras. Nada de selfies, portanto. Porém é liberado ao eleitor votar usando short, bermuda ou chinelo.  Não podem votar os presos que tiverem condenação criminal transitada em julgado (sem hipótese de recurso), assim como pessoas que perderam os direitos políticos. No entanto, os presos provisórios que estão esperando decisão judicial têm direito ao voto.
Quem não votar no primeiro turno, poderá votar normalmente no segundo turno. Vale lembrar que os turnos são independentes, mas não se esqueça de justificar, dentro do prazo legal, a ausência ao primeiro turno ou quitar a multa. O prazo de justificativa é de 60 dias, a contar da data da eleição, ou de 30 dias da data de retorno ao Brasil para quem estava no exterior.
Você sabe qual é a diferença entre voto branco e nulo?
Não há diferença entre voto branco e voto nulo para a contagem, ambos são excluídos da totalização dos resultados. O eleitor vota branco quando pressiona a tela branca da urna eletrônica e confirma. Já o voto nulo ocorre quando há erro de digitação. Se o eleitor digitar um número que não corresponda a partido ou candidato, o voto é anulado.
Caso falte energia no dia da eleição, próximo domingo, esse fato não compromete o funcionamento da urna eletrônica. Ela possui uma bateria interna e, se necessário, poderá ainda ser utilizada bateria externa. Quanto a fiscalização por parte dos políticos, Cada partido ou coligação poderá nomear dois delegados em cada município e dois fiscais junto a cada mesa receptora, funcionando um de cada vez. Na apuração serão três fiscais por turma apuradora, tendo atuação a uma distância não inferior a um metro da mesa apuradora e funcionando um de cada vez.
Os próprios candidatos poderão fiscalizar a votação no dia da eleição. Em eleições estaduais e municipais, os candidatos, na qualidade de fiscais natos, podem permanecer na seção eleitoral durante todo o período da votação. Podem, também, fazê-lo através de advogado, desde que o mesmo possua procuração com poderes para tal. Quanto ao resultado da eleição, poderá ser acessado de várias formas. Pela internet, através de acesso aos sites da Justiça Eleitoral e nas páginas dos parceiros de divulgação como, por exemplo, grandes provedores de órgãos de comunicação e aqui pela Paiquerê FM que dará início a cobertura da apuração a partir das 17 horas do domingo.
Se você estiver, no dia da eleição, em uma cidade diferente da de seu domicílio eleitoral, vá ao cartório eleitoral ou local de votação mais próximo e justifique. A justificativa pode ser feita no mesmo horário das eleições. Para agilizar a justificativa, o eleitor pode obter, antes da eleição, o formulário no site ou em qualquer cartório eleitoral, preenchê-lo e, no dia da eleição, entregá-lo em qualquer cartório ou local de votação. Quanto ao prazo para justificativa. Se você não formalizar a justificativa no dia da eleição, deverá comparecer ao seu cartório eleitoral, no prazo de 60 dias a contar da data da eleição, munido dos documentos que comprovem o motivo da ausência. Neste último caso, o eleitor preencherá no cartório um requerimento dirigido ao juiz e aguardará a resposta. O prazo de 60 dias é contado a partir de cada turno. Portanto, 1º e 2º turnos têm prazos diferentes. Se você estiver no exterior, o prazo muda: 30 dias contados da data de retorno ao Brasil. Nesse caso, é necessário apresentar passagens, cartões de embarque e carimbos no passaporte que justifiquem a ausência.
Para quem não votar, lembramos que o eleitor pode, se preferir, solicitar a justificativa on-line, através do sistema Justifica, devendo anexar os documentos que comprovem o fato que impediu seu comparecimento às urnas. Caso a justificativa não seja aceita ou após transcorrido o prazo, deverá pagar uma multa. Sobre justificativo por terceiros, o requerimento de justificativa pode ser entregue no cartório eleitoral de inscrição do eleitor por terceiros sem autorização ou procuração específicas, mas deve conter a assinatura do eleitor. No dia da eleição somente o próprio eleitor pode justificar sua ausência.
Para o eleitor que não votar nem justificar sua ausência nos prazos determinados pela Justiça Eleitoral incorrerá em multa imposta pelo juiz eleitoral. A multa é de R$ 3,51 por turno. Se o eleitor deixar de votar em três eleições consecutivas, seu título será cancelado. Caso isso ocorra, não poderá tomar posse em concurso público, obter passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em estabelecimentos de ensino oficial, obter empréstimos em estabelecimentos de crédito mantidos pelo governo, participar de concorrência e praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
Para quem está com o título cancelado. Você só poderá regularizar sua situação a partir do dia 5 de novembro. Emita a GRU da forma prevista na resposta anterior e, após o pagamento, vá ao seu cartório com documento de identificação oficial e comprovante de residência recente em seu nome (ex.: contas de água, luz, etc). Sobre a biometria. Na votação, o eleitor posiciona o dedo no leitor da urna eletrônica e o sistema faz até quatro tentativas de reconhecimento das digitais. Quem vota com identificação biométrica não precisa assinar o caderno de votação, que contém, ainda, fotografia do eleitor que já fez o cadastro. (Veja também: Sem cadastramento biométrico, 3,6 milhões de brasileiros tiveram título cancelado. Quando não é possível confirmar a identidade do eleitor pela sua digital, o mesário verifica novamente os documentos do eleitor e confirma os dados informados, para garantir que não houve equívoco. Se confirmada a identidade do eleitor, mesmo não havendo o reconhecimento biométrico, o mesário libera a votação com código próprio. Nesse caso, o fato é registrado na ata da seção e o eleitor deve assinar o caderno de votação, além de retornar posteriormente ao seu cartório eleitoral para uma nova coleta de digitais.
Alguns municípios que iniciaram o cadastramento biométrico sem obrigatoriedade de comparecimento terão a identificação híbrida nas eleições de domingo. Nesse caso, eleitores com dados biométricos coletados serão identificados pelas digitais, e os que não fizeram a biometria serão identificados da forma tradicional. A lista de cidades que terão identificação híbrida será oportunamente divulgada. Para quem fez a biometria e não se lembra, vai uma dica: O título de eleitor de quem fez a biometria tem impresso, no canto superior direito do documento, "identificação biométrica". Só para lembrar, a biometria para eleições 2018 é obrigatória em 2,8 mil municípios brasileiros.
O eleitor que não fez o cadastramento biométrico obrigatório dentro do prazo teve o título cancelado e não poderá votar nas eleições de 2018. A partir de novembro, será possível agendar atendimento e regularizar o título nos cartórios eleitorais e postos da Justiça Eleitoral. Alguns municípios que iniciaram o cadastramento biométrico sem obrigatoriedade de comparecimento terão a identificação híbrida nas eleições. Nesse caso, eleitores com dados biométricos coletados serão identificados pelas digitais, e os que não fizeram a biometria serão identificados da forma tradicional. A lista de cidades que terão identificação híbrida será oportunamente divulgada.
Para o eleitor que está inscrito no exterior, mas estará no Brasil no dia da eleição, poderá votar sim desde que você tenha solicitado o voto em trânsito entre 17 de julho a 23 de agosto deste ano. É necessário apresentar documento oficial com foto. O voto é apenas para o cargo de Presidente da República. Para quem mora no exterior e é eleitor no Brasil. São quatro as possibilidades para justificativa da ausência.:
dirigir-se ao seu cartório eleitoral, em até 30 dias contados da data de retorno ao Brasil, apresentando bilhetes de passagem, cartões de embarque e carimbos no passaporte, entre outros;
solicitar a justificativa pela internet, através do sistema Justifica, devendo anexar os documentos que comprovem o fato que impediu seu comparecimento às urnas. O prazo é de 60 dias após a eleição;
fazer um requerimento solicitando justificativa da ausência, por carta dirigida ao juiz da sua zona eleitoral, com comprovação de que se encontra no exterior. O prazo é o mesmo (60 dias após a eleição). Os endereços das zonas eleitorais podem ser encontrados no site.
subscrever requerimento de justificativa devidamente preenchido, que poderá ser entregue em cartório por terceiros, dispensada a apresentação de autorização ou procuração.
Para quem mora no exterior e estará aqui no Brasil no dia da eleição mas em uma cidade diferente do meu domicílio eleitoral por um período breve. Saiba como justificar: Você poderá comparecer ao cartório eleitoral do município onde estiver, levando seu passaporte e passagem e preencherá um "requerimento de solicitação de justificativa de ausência", que será remetido ao seu cartório de origem para processamento. Quanto aos eleitores que estão inscritos no exterior e deixaram de exercer o voto em qualquer das eleições presidenciais ficam sujeitos às mesmas normas impostas aos eleitores faltosos inscritos no Brasil, ou seja, devem justificar a ausência até 60 dias após o pleito, mediante requerimento dirigido ao juiz eleitoral do Cartório do Exterior.
O pedido deve ser remetido via postal para o endereço SHIS Qi 13, Lote i, Lago Sul, Brasília - DF - Brasil, CEP: 70750-520.
Quem foi convocado como mesário e não comparecer no dia das eleições, deverá apresentar justa causa ao juiz eleitoral em até 30 dias da data do pleito. Caso contrário, será aplicada uma multa cobrada por meio da Guia de Recolhimento da União (GRU). Se o mesário faltoso for servidor público ou autárquico, a pena será de suspensão de até 15 dias.Todas as penas serão aplicadas em dobro se a Mesa Receptora deixar de funcionar por culpa dos faltosos, bem como ao membro que deixar os trabalhos durante a votação e não apresentar justificativa ao juiz em até três dias do fato. (Veja mais: Cerca de 2 milhões de mesários devem trabalhar no 1º turno das eleições 2018)
O mesário, não pode, em nenhuma hipótese, fazer propaganda do candidato de sua preferência por meio de camiseta ou qualquer outro meio. Os integrantes da Mesa Receptora de Votos não podem fazer qualquer tipo de propaganda durante a votação. O mesário recebe auxílio-alimentação no valor de R$ 30. O mesário tem direito a 2 dias de folga em seu trabalho (público ou privado) para cada dia trabalhado nas eleições e 2 dias de folga para cada dia de treinamento. Ele tem, ainda, preferência no desempate em alguns concursos públicos (quando previsto em edital). Para quem atuou como mesário, A lei prevê dois dias de folga para cada dia trabalhado nas eleições, sem especificar a data para utilização do benefício. Solicite seu comprovante ao chefe do cartório eleitoral e acerte os dias de folga com o seu empregador.

Nas Redes Sociais, o que mais podemos visualizar são as famosas fake news. Nunca podemos avaliar, se mais ajudam ou mais atrapalham. A ideia não era compartilhar notícias falsas, mas ao que parecem, as pessoas adoram isso.

Políticos de diferentes cargos eletivos e seus apoiadores, muitas vezes no anonimato, estão fazendo propaganda eleitoral sem identificar quem pagou por elas nas redes sociais. O aplicativo Pardal, criado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já recebeu 633 denúncias relacionadas às redes sociais no período eleitoral, desde agosto, 82 delas por falta de identificação de CNPJ ou CPF - quase duas por dia. Os dados foram obtidos pela reportagem pela Lei de Acesso à Informação.
Não é incomum encontrar casos do tipo. Um levantamento feito pela reportagem no Facebook identificou ao menos 70 propagandas sem essas informações dos pagantes. São, principalmente, candidatos ao Legislativo e páginas anônimas de militantes dos presidenciáveis.
Apesar da facilidade em encontrá-las, há pouca fiscalização desses anúncios. Só 11 tribunais eleitorais procurados pela reportagem, nas 27 unidades federativas, confirmaram ter recebido alguma representação do tipo, mas os casos não costumam resultar em multa.
Uma resolução de dezembro de 2017 estabelece diversas regras para as propagandas eleitorais das eleições deste ano. Entre as novidades está a obrigação de que qualquer publicação impulsionada na internet (quando há pagamento para aumentar o número de pessoas que terão acesso ao conteúdo) deve conter, "de forma clara e legível", o CNPJ ou número de inscrição no CPF do responsável, além da expressão "propaganda eleitoral".
Para o professor de marketing digital da FGV André Micelli, há dificuldade em se fiscalizar esse tipo de anúncio por causa da grande quantidade de conteúdo nas redes sociais. "É um terreno muito vasto para ser fiscalizado, que tende ao infinito. Quantas páginas existem no Facebook?", disse.
Quem não for candidato, partido ou coligação não pode contratar nenhum tipo de impulsionamento a favor de políticos. A multa por violar a legislação pode chegar a R$ 30 mil.

Casos

A coligação da candidata à Presidência da Rede, Marina Silva, entrou na última semana com representação no TSE contra o candidato a deputado estadual pelo Rio Grande do Sul Ruy Irigaray (PSL) por promover anúncios do presidenciável de seu partido, Jair Bolsonaro, em uma página chamada Armas S.A. Por impulsionar imagens em favor de Bolsonaro sem informar quem pagou, o pedido de remoção dos conteúdos foi deferido.
Uma análise feita pela reportagem em postagens no Facebook identificou diversos outros casos. Quando confrontados, responsáveis pelos impulsionamentos dizem desconhecer tal legislação ou que foi um "equívoco". Para fazer o levantamento, foram consultadas as páginas de todos os candidatos à Presidência, ao Senado e aos governos estaduais que têm Facebook. Também foram consideradas as páginas mais populares de militantes dos presidenciáveis, a partir de dados da ferramenta Crowdtangle. Ao todo foram analisadas 619 páginas.
Foram encontrados anúncios sem indicação do pagante feitas por páginas a favor dos presidenciáveis Jair Bolsonaro e Marina Silva, nas oficiais de João Amoêdo (Novo) e Guilherme Boulos (PSOL), e também do Legislativo, como os candidatos ao Senado Plínio Valério (PSDB-AM) e Marivaldo (PSOL-DF).
Procurada, a assessoria de Amoêdo alegou que a falha foi causada "por uma instabilidade na plataforma", mas que corrigiu e incluiu a identificação após o aviso da reportagem. A campanha de Marina diz que tem não tem relação com a página apontada e lembrou que tem orientado a militância a seguir a legislação vigente. A assessoria de Valério disse que foi "pega de surpresa" pois havia feito o anúncio corretamente. Boulos negou irregularidade. Bolsonaro e Marivaldo não se manifestaram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Campanha arrecada lenços para o Hospital do Câncer de Londrina.


A Secretaria Municipal de Recursos Humanos (SMRH), por meio da Diretoria de Saúde Ocupacional (DSO), promove durante o mês de outubro a Campanha Lenço Solidário, iniciativa que integra as atividades desenvolvidas durante o Mês do Servidor. A ação vai até o dia 31 e conta com dois pontos de arrecadação, um na recepção da SMRH, que funciona das 12h às 18h, e outro na Caixa de Assistência, Aposentadoria e Pensões dos Servidores Municipais de Londrina (Caapsml), que recebe as doações das 7h às 18h.
Qualquer pessoa pode colaborar doando um ou mais lenços de qualquer tipo, cor, material e tamanho. O montante será encaminhado ao Hospital do Câncer de Londrina, instituição que atende 42 mil pessoas por ano. Segundo a criadora da campanha e gerente de Segurança e Saúde Ocupacional da SMRH, Luciana Bordignon, colaborar doando um lenço é uma atitude pequena que pode representar muito para quem recebe. “As pessoas que sofrem com o câncer passam um momento muito difícil, de grande fragilidade. Para muitos, um simples gesto como a doação de um lenço pode ser pouco, mas significa muito, pode mudar o dia e até a vida de quem recebe”, defendeu. De acordo com Luciana, os lenços são uma alternativa acessível, prática e moderna para as mulheres com câncer, mas infelizmente muitas não têm como adquirir já que os custos acarretados pela doença são altos.

Constituição Federal completa 30 anos nesta sexta-feira, dia 05 de outubro.

                              
Referência da história política contemporânea do país, a promulgação da Constituição Cidadã em 5 de outubro de 1988 foi marcada por discursos e emoção. O principal símbolo do processo de redemocratização nacional completa 30 anos nesta sexta-feira. Emendado 99 vezes, o texto exige aperfeiçoamentos constantes, segundo especialistas. Mas a essência de preservação da cidadania, das instituições e da unidade do Estado são mantidos. Após 21 anos de ditadura militar, passou a vigorar a Constituição como instrumento que proporcionou a criação de mecanismos para evitar abusos de poder do Estado.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

QUEM SOU EU? VERDADEIRAMENTE QUEM SOU EU NA ORDEM DO DIA?



Sou tudo e nada. Sou um misto de coisas visíveis e invisíveis. Já acertei um monte, mas errei demais. Eu falhei algumas vezes sendo pai, filho, companheiro, amigo, parceiro e principalmente como pessoa. Tenho por hábito dizer as coisas certas no momento oportuno, mas também já disse coisas erradas em momentos absolutamente inoportunos. Apesar de tudo isso, sobrevivi.  Não sou um Brad, um Tom e muito menos um George Clooney, loNge disso, mas eu sou eu. E eu até gosto de ser quem sou. Tenho algumas estrias, manchas na pele, vermelhidão, estou fora do "peso ideal, tenho algumas cicatrizes, poucas, mas as tenho pois elas contam uma parte da minha história. Quanto as pessoas, isso varia muito. Algumas pessoas me amam, bem poucas , outras gostam de mim sendo um tanto significativo, outras simplesmente não me conhecem direito e nem fazem questão disso. Mas, a vida é assim mesmo. É praticamente impossível agradar a todas a gentes. Porém, para quem não gosta de mim, não me importo muito com isso, pois o número dos que gostam e apreciam o meu trabalho é infinitamente maior. Assim, dia a dia vou levando a vida, sobrevivendo do melhor jeito. Sou forte. Bem mais forte do que eu mesmo poderia imaginar. Por outro lado, fiz coisas boas, muitas coisas boas e ações formidáveis. Também fiz  algumas coisas ruins, que fazem parte do nosso aperfeiçoamento.  Antes, para sair de casa era um verdadeiro cerimonial de detalhes. Hoje não mais. Saio tomado banho ou não, com qualquer camisa ou camista, qualquer calça, sapato com meio ou sem, muitas vezes esqueço de passar o desodorante ou mesmo perfume, às vezes até o óculos eu esqueço, porém quase nunca esqueço dos cabelos. Sempre passo uma escova, até para dormir e fico indignado quando a escova não resolve alguns fios que costumam ficar levantados do lado esquerdo. Não sou adepto a dar aquela molhadinho no cabelo, pra evitar aquele cheiro forte de cachorro que tomou chuva. Já fui muito vaidoso, mas nunca quis ser quem não era, exceto quando jovenzinho.  Não pretendo ser É isso...Eu sou quem sou, independente dos que amam ou odeiam esse ser. Costumo tratar todas as pessoas muito bem., Isso faz parte de mim em que pese tenha tido aí, um dedinho do MJL (meu pai) que sempre nos ensinava em casa para que não fizéssemos acepção de pessoas. Quero bem as pessoas e isso eu faço com todo meu coração. Não puxo o tapete de ninguém, ao contrário, sempre que posso ajudo as pessoas fazendo muitas vezes mais do que eu posso. Eu e você, sabemos que todas as pessoa do universos, mais de 7 bilhões sei têm seu lugar no mundo. Às vezes estou feliz, radiante, outras vezes estou triste, cabisbaixo, mas como esses altos e baixos fazem parte da vida, compreendendo que os nossos momentos são mesmo assim. Tudo tem o seu tempo de luz e os períodos de escuridão. Sei que o sol não faz distinção,  ele nasce pra todos.  O romantismo das noites de luar também é para todos. Não sou a melhor pessoa do mundo, mas também não sou a pior. Ao longo da vida, vamos melhorando bastante. Já não sou quem eu era, por ao tic tac do relógio vamos passando por transformações. Muitos para melhor e outros para pior. Ainda acredito num mundo melhor, como você também acredita, apesar de tantos que pretendem transformar o mundo num verdadeiro caos. Acho que tudo está bem e poderá ficar ainda melhor, se cada um de nós fizer a sua parte. Tudo está de bom tamanho, se continuarmos a exercitar e a paz, o amor, a caridade e a fraternidade. 

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Apesar dos índices, as denúncias são o melhor caminho para que as mulheres passem a ser mais respeitadas, sob todos os pontos de vista. Chega de impunidade. Violência doméstica é crime.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou essa semana os resultados preliminares de uma pesquisa sobre a qualidade do atendimento do Judiciário às mulheres vítimas de violência. O trabalho foi feito a pedido e em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e mostra a existência de problemas na resolução dos casos de violência de gênero, entre eles, a falta de juízes em audiências judiciais de violência doméstica e insuficiência do atendimento psicossocial às vítimas.
A pesquisa aponta também que as vítimas não entendem ou não recebem esclarecimentos sobre o caso e, às vezes, ainda são culpabilizadas durante o processo, com a obrigação de pagar multas pelo não comparecimento às audiências, por exemplo. Há também informações de que as mulheres não são tratadas de forma humanizada. As informações que baseiam o levantamento foram colhidas em seis juizados e varas exclusivas de violência doméstica e seis não exclusivas, nas cinco regiões do país.
O trabalho também constatou que a maioria dos processos teve início em 2016 e que há casos iniciados antes de 2012, mas ainda não solucionados. A pesquisa destaca que, em muitos deles, as mulheres são obrigadas a buscar a Justiça várias vezes para ter acesso a diferentes direitos que poderiam ser concedidos de forma híbrida pelas varas, como medida protetiva, divórcio, pensão alimentícia, regularização de guardas e visitas, entre outros.


Sobre a percepção das mulheres em relação ao atendimento oferecido pela Justiça nos casos de violência, há relatos de queixas sobre a falta de atenção, de amparo, de resposta efetiva do Estado e de demora da Justiça. Apesar dessas dificuldades, boa parte das entrevistadas enfatizou que as vítimas devem recorrer à Justiça todas as vezes que forem agredidas.
O estudo começou a ser feito em fevereiro deste ano e poderá ser concluída até março do ano que vem. Em anos anteriores, o Ipea também realizou estudos sobre a efetividade da Lei Maria da Penha e a institucionalização de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, que apontaram a necessidade de aperfeiçoar o monitoramento dos serviços de atendimento às mulheres.
Estrutura
Os resultados foram apresentados ao Departamento de Pesquisas Judiciárias do CNJ, que também divulgou as informações sobre os processos de violência de gênero por meio do Portal de Monitoramento da Política de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Os números do portal revelam que a taxa de congestionamento dos tribunais está em 63%, ou seja, apenas 37% dos casos de violência contra a mulher são solucionados no país.
No ano passado, os tribunais tinham em estoque quase 1 milhão de processos relacionados à violência doméstica. Metade desse volume foi iniciada ainda em 2017, quando foram emitidas mais de 35 mil sentenças. Segundo o CNJ, o resultado mostra que há 433 novos casos de violência doméstica e são concedidas 225 medidas protetivas a cada 100 mil mulheres
Quando se considera os crimes de feminicídio, havia mais de 10 mil processos pendentes no ano passado, mais do que o dobro do registrado em 2016. O aumento se deu também no ingresso de casos novos. No ano passado, os tribunais receberam cerca de 2,6 mil novos processos de feminicídio, e em 2016 foram iniciados cerca de 1,2 mil.
De acordo com o portal, o país tem 122 varas exclusivas de violência doméstica contra a mulher, com a atuação de 1625 servidores de diferentes áreas de apoio (assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, etc). Há ainda o registro de 72 setores psicossociais exclusivos, 259 não exclusivos e 226 salas de atendimento privativas.
Em 2016, havia 109 varas exclusivas, 54 setores psicossociais exclusivos, nenhum não exclusivo e 168 salas de atendimento privativas. O portal não traz dados sobre o número de servidores em 2016.
Segundo o CNJ, a ferramenta de apresentação do estoque de processos judiciais e o monitoramento da qualidade do atendimento às vítimas de violência estão previstos na Política Judiciária Nacional de enfrentamento á violência contra as Mulheres no Poder Judiciário, instituída pelo Conselho em março do ano passado.

Não deixe pra escolher o seu candidato na últimas hora. Anote os números antes para facilitar a sua vida na hora da votação. Conheço muitos eleitores que ficam procurando santinhos na rua pra votar em qualquer um. Oh Brasil. Acorde!

As Eleições 2018 no Brasil acontecem no domingo dia 07 de outubro. Estas serão eleições presidenciais, que acontecem de quatro em quatro anos no Brasil.

Cargos Disputados
Nas Eleições de 2018 os brasileiros vão eleger ocupantes para os cargos de:
  • Presidente da República;
  • Governadores Estaduais;
  • Senadores;
  • Deputados Federais;
  • Deputados Estaduais ou Distritais.
Os candidatos que irão se eleger podem fazer o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até dia 15 de agosto de 2018.

Data das Eleições 2018

Primeiro turno

primeiro turno das Eleições 2018 acontecerá no domingo dia 07 de outubro.

Segundo turno

segundo turno está marcado para o domingo dia 28 de outubro, nos casos em que for necessário, para os cargos de presidente e senador.
O segundo turno acontece, segundo a lei eleitoral, apenas quando nenhum dos candidatos atinge mais de 50% dos votos válidos, e somente nos municípios com mais de 200 mil habitantes.

Propaganda eleitoral

A propaganda eleitoral tem início em 16 de agosto de 2018 para o primeiro turno e vai até 06 de outubro, um dia antes das eleições. Já para o segundo turno, ela começa em 12 de outubro de 2018 e vai até dia 27 de outubro. Ela envolve a distribuição de material gráfico, comícios, alto-falantes ou amplificadores de som.
Já para a divulgação gratuita via rádio e televisão, a propaganda eleitoral tem início em 31 de agosto de 2018 e termina dia 04 de outubro, ou seja, 3 dias antes do primeiro turno. No segundo turno, ela acontecerá até dois dias antes das eleições, dia 26 de outubro.
Cobertura da apuração das urnas, você confere na Paiquerê FM que terá início logo após o encerramento da votação.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Estamos perdidos. Como é possível um jovem estudante não ter plena capacidade para ler e entender textos simples? Pois, é isso o que vem acontecendo há anos, para o desespero dos nossos educadores. Porém, agora as coisas ficaram ainda piores.

Menos de 10% dos alunos de 14 a 17 anos de escolas particulares do País estão no nível considerado avançado de Português. Só esse pequeno grupo, por exemplo, consegue entender perfeitamente expressões de humor em contos, crônicas e artigos. Os dados são do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) 2017, divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo Ministério da Educação (MEC).
Pela primeira vez, a rede privada pôde se voluntariar para participar do exame, que é a mais importante avaliação brasileira. Até então, o governo as selecionava por amostragem.
O MEC, no entanto, não informou quantas nem quais escolas particulares fizeram o Saeb em 2017. A prova mede a aprendizagem dos alunos do 5º ano e 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º do médio, desde 1995, nas escolas públicas.
Em Matemática, as notas são um pouco melhores e a proporção de adolescentes com uma boa aprendizagem gira em torno de 20%. Eles são capazes de resolver problemas utilizando probabilidade.
Mesmo assim, a rede particular ainda tem melhores resultados. A média conjunta dos estudantes de escolas municipais, estaduais e federais, no Ensino Médio, em Matemática é 259,7. Nas privadas, é 329,48, uma diferença de 69,78 pontos. Em Português, a disparidade é de 55,3 pontos.
Isso faz com que os dois grupos estejam em níveis diferentes de aprendizagem. A média de alunos de escolas públicas é insuficiente e a nota dos de colégios particulares já é considerada básica.
Os alunos de escolas privadas de São Paulo têm desempenho parecido com o resto do Brasil. Só 7,7% deles estão no nível avançado de Português e 23,61%, em Matemática.
Mais da metade dos alunos de 14 a 17 anos do País não aprenderam praticamente nada do esperado para as séries que estão cursando, tanto em Português quanto em Matemática. Mesmo no 3º ano do ensino médio, a maior parte dos jovens não sabe identificar a informação principal de uma reportagem ou calcular porcentagem, por exemplo.
Esses são alguns do resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), o mais importante exame brasileiro, que mede desempenho dos alunos. A prova é feita pelo Ministério da Educação (MEC) para todos os estudantes do 5º ano e 9º ano do ensino fundamental e do 3º do médio desde 1995 nas escolas públicas.
A rede particular este ano pôde se voluntariar para participar (até o ano passado, o MEC as selecionava por amostragem).
Os resultados do exame de 2017 foram divulgados nesta quinta-feira, 30, pelo governo. Mais de 5,4 milhões de alunos participaram do Saeb. O desempenho de Português e Matemática é usado para compor o Índice de Desempenho da Educação Básica (Ideb), que inclui ainda dados de aprovação e reprovação.
O quadro é mais grave no ensino médio, em que 7 em cada grupo de 10 alunos estão nos níveis considerados insuficientes de aprendizagem nas duas disciplinas. "É uma das coisas mais preocupantes que a gente tem no País. Ou o aluno abandona a escola ou fica e não aprende nada", diz o ministro da Educação, Rossieli Soares Silva.
O ensino médio é considerado por especialistas como a etapa mais preocupante da educação brasileira pelos altos índices de evasão e por ter um currículo distante dos jovens. Apesar dos resultados serem ruins em todas as etapas, estudantes do fundamental têm desempenho melhor. "Se continuar tudo como está, há possibilidade de, em 2021 e 2023, os alunos do fundamental já terem ultrapassado os médio", afirma o ministro.
Os dados do Saeb mostram que, em três Estados, isso já aconteceu. No Ceará e no Amazonas, estudantes do 9º ano já têm nota maior que os do ensino médio em Português. Em Santa Catarina, isso acontece em Matemática. Isso quer dizer que se ambos fizessem a mesma prova, os mais novos se sairiam melhor.
O governo Michel Temer enviou ao Congresso por medida provisória - que depois se tornou lei - uma reforma para o ensino médio que flexibiliza o currículo e cria diversos caminhos que podem ser escolhidos pelos jovens, entre eles o ensino técnico.
A proposta é polêmica, principalmente pela dificuldade de estrutura e professores para oferecer as diferentes formações. Entre os candidatos à Presidência, há os que defendem a revogação da lei. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para a etapa, desenvolvida pelo atual governo, ainda não foi aprovada e também corre risco de ser mudada numa próxima gestão.
Fundamental
Na etapa de 1º ao 5º, o cenário é um pouco melhor, com 39% dos alunos nos mais baixos níveis de aprendizagem em Português e 33% em Matemática no Saeb. Foi também a média nacional que mais cresceu com relação ao último exame, em 2015. Passou de 208 para 215 (numa escola de 0 a mil) em Português e de 219 para 224 em Matemática. Mesmo sendo o melhor resultado, as crianças de 11 anos no Brasil, em geral, não são capazes de reconhecer o assunto de um poema ou uma tirinha, por exemplo.
Cerca de 5,46 milhões de alunos do fundamental e do médio fizeram a prova no ano passado. A previsão é que o ministério divulgue os resultados do Ideb na próxima semana. Pela primeira vez, os dados do Saeb e do Ideb foram divulgados separadamente.
O ministério informou que o fatiamento da divulgação tem o objetivo de dar ênfase à discussão sobre aprendizagem. Medidas urgentes devem ser tomadas no sentido de garantir um aprendizado melhor por parte dos alunos quem em tempos modernos, sofrem muitas influências externas que podem desviar o foco no setor educação. O resultado de tanto desejo dos jovens por parte das coisas do mundo, podemos verificar por meio dos índices baixos de intelectualidade. 

domingo, 26 de agosto de 2018

É tempo de eleição. Está no ar o Horário Político no Rádio e na Televisão. Nas Redes Sociais, as postagens estão acontecendo faz tempo. Teremos de aguentar promessas e muito falatório, inclusive de uns candidatos contra os outros. Pode apostar que as alfinetadas serão incontáveis.



Ano eleitoral é sempre a mesma coisa, independente da cidade. Centenas de candidatos, muitos concorrendo ao primeiro mandato e fazendo de tudo para ganhar os votos dos eleitores. Prometer faz parte das propostas eleitorais dos candidatos, mas como avaliar quais promessas são viáveis à execução e quais são apenas formas de encantar o eleitor? O que sabemos é que, independentes de as promessas serem viáveis ou não, elas dificilmente saem do papel, como estamos assistindo ao mesmo filme há anos.
Não é novidade que o povo está cansado de ouvir promessas. Porém, é de suma importância que nós, eleitores, tenhamos a mínima noção do que está sendo proposto e do que realmente é permitido a um candidato realizar, afinal só poderemos cobrar aquilo que é possível ser feito. Diga-se de passagens, muitos candidatos não sabem nem o que faz um vereador, deputado, senador e assim por diante.Como diria o Tiririca: eu não sei o que faz um deputado mas eu vou descobrir e depois eu conto. E ele descobriu e ficou decepcionado. O que um parlamentar faz é bem diferente do que deveria fazer. Enfim, essa é outra história.
Voltando ao tema promessas.“Trocando em miúdos”, durante as campanhas, inúmeros candidatos prometem que irão fazer coisas, que se cada um deles conhecesse um pouco das suas futuras atribuições, existiria a possibilidade de não iludir os eleitores com promessas impossíveis de cumprir. Entretanto, essas atribuições são temas para um outro texto, certamente mais complexo.
Desde 2010, é obrigatoriedade dos candidatos aos cargos do executivo apresentar programas de governo no ato do registro de suas candidaturas na Justiça Eleitoral. Entre as promessas mais comuns estão a redução dos impostos, talvez porque o peso da carga tributária sempre foi – e ainda é – uma das principais reclamações dos brasileiros; melhorias na saúde, que é precária tanto pela falta de profissionais quanto pelas condições estruturais dos hospitais; melhorias no trânsito, super congestionado pela quantidade de veículos inversamente proporcional ao número de vias nas cidades; e a garantia da segurança publica de qualidade, que dispensa qualquer tipo de comentário pelo que a gente assiste nos veículos e até a olho nú, no dia a dia. E a criminalidade não é mais "privilégio" dos grandes centros.
E quando questionamos o porquê os políticos brasileiros não cumprem suas promessas de campanha, a resposta é simples: por mais boa vontade que os eleitos tenham, prometem coisas impossíveis de cumprir, ou seja, é inviável, prometer aquilo que não pode acontecer num curto espaço de tempo, por exemplo, a construção de 10 hospitais públicos em 4 anos.
Para evitar que promessas de campanha sirvam apenas para preencher o espaço da propaganda eleitoral já foi criado o “Portal Compromisso Público”, onde serão registradas as promessas e os passos dos políticos em todo país. Além deste, um projeto de emenda constitucional foi apresentado pela Rede Nossa, que reúne mais de 600 ONGs. Ele exige que os políticos eleitos anunciem, em até 90 dias após a posse, um Programa de Metas e Prioridades para o mandato, além de propor que o cumprimento das promessas políticas seja obrigatório para o presidente, os governadores e os prefeitos.
Para finalizar, temos de ter consciência de que a política partidária não deve ser uma ponte para conseguir emprego e nem de interesses pessoais. Os políticos são representantes do povo – nossos representantes – e devem trabalhar em prol do povo. Não podemos pactuar com a falta de bom senso e o despreparo evidente de muitos candidatos. Que prevaleça o bom senso dos políticos e especialmente de nossa parte-eleitores-que mais uma vez vamos escolher os nossos representantes. Que sejamos mais coerentes moralmente e eticamente no momento da escolha. Não vote nesse ou naquele, só porque ganhou um abraço ou um cafezinho w um biscoitinho. Fique ligado e bom voto!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Vem aí o Setembro Amarelo. Estatísticas indicam ao menos dois casos de suicídio por dia no Paraná. É recorde na série histórica analisada pelo ministério da saúde desde 1979. Quais seriam as razões? Auxílio gratuito ao CVV. Ligue 188 é grátis.


Quais seriam as razões para alguém tirar a própria vida? O desespero pode chegar a beira do insuportável? Uma coisa é fato. A cada dia, o sofrimento – físico ou emocional – fica mais intenso e viver torna-se um fardo pesado e angustiante para muita gente com dificuldade em lidar com o inesperado. Sua dor parece incomunicável; por mais que você tente expressar a tristeza que sente, ninguém parece escutá-lo ou compreendê-lo.

Diante dos aspectos relatados, a vida perde o sentido e a vontade de viver vai aos poucos sendo corroída pelo desejo de parar com a cadeia de sofrimento. O mundo ao seu redor fica insosso para muitos. Você sonha com a possibilidade de fechar os olhos e acordar num mundo totalmente diferente, no qual suas necessidades sejam saciadas e você se sinta outro.

Dentro dessa perspectiva, o suicida pode entender ser a morte o passaporte para essa nova vida? Como isso pode ser possível se a nossa tendência é valorizar a vida e não acabar com ela?

Nossa cultura valoriza a vida em todos os sentidos, haja vista os incontáveis métodos de rejuvenescimento. Daí a morte, mesmo sendo um processo natural, não é bem-vinda porque rompe com o sonho humano de imortalidade. O suicídio, então, é tido como intolerável, nos conduzindo quase sempre a buscarmos uma justificativa para compreender tal ato e amenizar nossa perplexidade.

Parece comum ao ser humano experimentar, pelo menos uma vez na vida, um momento de profundo desespero, dor ou sofrimento e de grande falta de esperança. Os adjetivos são mesmo esses: extremo, insuportável, profundo. Mas, aos poucos, os seus sentimentos e idéias se reorganizam.

Suas experiências cotidianas passam a fazer sentido novamente e você consegue restabelecer a confiança em si mesmo. Você descobre uma saída, procura apoio, encontra compreensão. Aquele desejo autodestrutivo, aquela vontade de resolver todos os problemas num golpe só, se dilui. E você segue adiante. Muitos, no entanto, não conseguem encontrar uma alternativa. O suicídio, para esses, parece ser a última cartada contra o sofrimento, um gran finale para uma vida aparentemente sem sentido, para um presente pesado demais ou para um futuro que por mais amedrontador que seja, possa significar algo melhor que o momento presente.

O suicídio tem muitas explicações, inclusive no campo filosófico, mas não tem explicações objetivas. O suicídio agride, estarrece, silencia. Continua sendo tabu, motivo de vergonha ou de condenação, sinônimo de loucura, assunto proibido na conversa com filhos, pais, amigos e até mesmo com o terapeuta. Mas as estatísticas mostram que o suicídio precisa, ser melhor discutido, e isso já passou da hora faz tempo. Trata-se, além de uma expressão inequívoca de sofrimento individual, de um sério problema de saúde pública.

De acordo com o mais recente relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 804 mil pessoas se mataram no ano 2012 em todo o mundo – uma taxa de 11,4 para cada 100 mil habitantes. Isso significa um suicídio a cada 40 segundos. A “violência autodirigida”, como o suicídio é classificado pela OMS, é hoje a 14ª causa de morte no mundo inteiro. E a terceira entre pessoas de 15 a 44 anos, de ambos os sexos. Por isso, o suicídio não pode mais ser ignorado.

Casos de suicídio muitas vezes são deliberadamente mascarados nas estatísticas oficiais. Suicídios de crianças tidos como morte acidental ou acidentes de automóvel, causados por jovens que dirigem alcoolizados e em alta velocidade: para os especialistas, esses são, sim, atos suicidas.

O pensamos em suicídio é caracterizado com um pensamento humano. por mais incomum ou bizarro que possa parecer. Se não desejamos nos matar, ao menos cogitamos morrer – morrer para escapar do sofrimento, para nos vingar, para chamar a atenção ou para ficar na história. Outro fator que faz a gente pensar é, por que algumas pessoas desistem e outras não?

O suicida tem desejos de vingança como, por exemplo, uma forma de punir pessoas próximas para que se sintam culpadas ou tristes. Pode ainda ter desejo de reparação, de salvação, de escape, de sacrifício, de reencontrar-se com alguém que já tenha morrido, de estar mais próximo de Deus, etc.

Tais desejos são declarados em cartas de despedida ou em fragmentos de conversas relatadas, mais tarde, lembradas por amigos ou familiares, sobre alguns comportamentos ou falas que sinalizavam a intenção de suicídio, mas que naquele momento não deram importância.

Por isso que é perigoso avaliar um comportamento de alguém que diz que quer se matar banalizando com frases do tipo “ele (a) só quer chamar atenção”. É preciso ajudar, sem necessariamente ser um especialista, demonstrando interesse genuíno em acolher o outro.

Coragem ou covardia de quem tira a própria vida? As opiniões se dividem. De qualquer forma, o ato contra a vida pode ocorrer num gesto impulsivo e a pessoa vai embora pra sempre. E é o pra sempre que nos incomoda.

Por trás do comportamento suicida há uma combinação de fatores biológicos, emocionais, socioculturais, filosóficos e até religiosos que, embaralhados, culminam numa manifestação exacerbada contra si mesmo.

Existem causas imediatas predisponentes – como perda do emprego, enfermidade grave ou terminal, fracasso amoroso, morte de um ente querido ou falência financeira, mágoas e decepções dentre outras – que agem como o último empurrão para o suicídio. A análise das características psicossociais do indivíduo, porém, revela os motivos que, ao longo da vida, o auxiliaram a estruturar o comportamento suicida.

Fenômeno complexo, o suicídio configura um assassinato, em que vítima e agressor são a mesma pessoa. A definição de suicídio implica necessariamente um desejo consciente de morrer e a noção clara de que o ato executado pode resultar nisso.

O fato de estar consciente de que vai efetuar um ato suicida não elimina, no entanto, o estado de confusão mental que o indivíduo experimenta momentos antes da ação. Afinal, o suicida tem diante de si duas iniciativas complexas e contraditórias a conciliar naquele momento: tirar a vida e morrer. O suicídio ocorreria, então, num instante em que a pessoa se encontra quase fora de si, fragmentada, com os mecanismos de defesa do ego abalados e, por isso, “livre” para atacar a si mesma.

Há suicídios e suicídios. Por isso, os especialistas costumam avaliar a tentativa de se matar ou o ato propriamente dito a partir de duas variáveis: a intencionalidade e a letalidade. A primeira diz respeito à consciência e à voluntariedade no planejamento e na preparação do ato suicida. A segunda, ao grau de prejuízo físico que a pessoa se inflige. Existem casos em que o indivíduo demonstra evidente intenção de morrer e alto grau de letalidade, ao optar por um método eficiente. Em outras ocorrências, a vontade de morrer é fraca, apesar de voluntária, e o método escolhido é pouco prejudicial. Ou seja: há casos de suicidas propriamente ditos. E há casos em que a pessoa só está pedindo socorro, implorando para ser resgatada. E outros, cujo objetivo é mesmo acabar com a própria vida, por desconhecimento da maneira mais efetiva de causar danos graves a si mesmos, acabam sobrevivendo. É bom lembrar que em casos assim, se o candidato em potencial não receber tratamento adequado, poderá tentar novamente.

Dados da OMS indicam que o suicídio geralmente aparece associado a doenças mentais – sendo que a mais comum, atualmente, é a depressão, responsável por 30% dos casos relatados em todo o mundo. Estima-se que uma em cada quatro pessoas sofrerá de depressão ao longo da vida. Entre os subtipos, a depressão bipolar – em que fases de euforia e apatia profundas se alternam – parece ser a de maior risco. O alcoolismo responde por 18% dos casos de suicídio, a esquizofrenia por 14% e os transtornos de personalidade – como a personalidade limítrofe e a personalidade anti-social – por 13%. Os casos restantes são relacionados a outros diagnósticos psiquiátricos.

Estudos de autópsia psicológica (feitos com base em entrevistas com amigos, familiares e médicos do suicida) mostram que mais de 90% das pessoas que se mataram no mundo tinham alguma doença mental. Entretanto, doenças psiquiátricas não são condição suficiente para o comportamento suicida, já que outros fatores – emocionais, socioculturais e filosóficos – também entram em jogo. Na verdade, essas doenças provocam uma vulnerabilidade maior ao suicídio. É comum que a pessoa, quando está com depressão, tenha pensamentos pessimistas, ache que a vida não vale a pena e que talvez fosse melhor morrer, mas a maioria dos deprimidos não tentará se matar. Somente os mais impulsivos e agressivos procuram o suicídio.

Pode ser que, em algum momento de nossas vidas, desconfiemos de que alguém próximo está pensando em suicidar-se em decorrência de um grande sofrimento. Diante dessa situação, o sentimento de impotência pode se fazer presente, fazendo-nos acreditar que não há como intervir, uma vez que a pessoa parece já ter decidido encerrar a própria vida. Entretanto, ao contrário do que o senso comum tende a reproduzir, existem diversas maneiras de auxiliar essa pessoa.

Se há uma desconfiança, é importante que se converse diretamente com a pessoa que está sofrendo. Um diálogo aberto, respeitoso, empático e compreensivo pode fazer a diferença. Procurar saber como a pessoa está, o que tem feito ultimamente, como está se sentindo. O foco da conversa deve ser o outro, portanto, não é recomendável: falar muito sobre si mesmo, oferecer soluções simples para os problemas que a pessoa relatar e desmerecer o que ela sente.

Essa conversa pode obter melhores resultados se for feita em um lugar tranquilo, sem pressa, respeitando o tempo da pessoa para se abrir. Caso a pessoa se sinta à vontade para compartilhar o seu sofrimento, não é indicado: rechaçar (“Credo, isso é pecado!”), esboçar expressões de choque (“Não acredito que você tá pensando nisso!”) e reprimir, caso o choro venha (“Pra que chorar? Você sempre teve tudo do bom e do melhor!”).

A escuta ativa deve sempre estar presente nesses diálogos. Uma escuta ativa consiste em realmente ouvir e compreender o que o outro diz, não apenas esperar uma pausa para poder respondê-lo. Isso não significa, no entanto, deixar a pessoa falando sozinha. Algumas pontuações que podem ser feitas consistem em: fazer perguntas abertas; fazer um breve resumo do que a pessoa falou, de tempos em tempos, para que ela saiba que você está atento ao que ela diz; retornar a algum ponto que não tenha ficado claro e tentar, ao máximo, escutá-la sem julgamentos.

Oferecer suporte emocional e informar sobre a ajuda profissional, bem como se mostrar à disposição, caso ela queira conversar novamente, são pontos importantes. Se a pessoa falar claramente sobre os seus planos de se matar e parece estar decidida quanto a isso, é primordial que ela não seja deixada sozinha. Podem ser contatados os serviços de saúde mental e familiares/amigos da pessoa. Pode ser necessário que ela fique em um ambiente seguro, sendo auxiliada por um profissional.

Se você perceber que a pessoa não se sente à vontade para se abrir, deixe claro que você estará disponível para conversar em outras oportunidades. Você também pode indicar os serviços oferecidos pelo CVV, disponível em www.cvv.org.br, que trabalha para promover o bem estar das pessoas e prevenir o suicídio, em total sigilo, 24h por dia.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Lei Maria da Penha completando 12 anos. Muita coisa mudou nos últimos anos e o nosso desejo é de que o cerco feche-se ainda mais para os machões de plantão, aqueles que adoram judiar e maltratar de suas próprias companheiras. Uma covardia sem precedentes que faz parte da história, mas que felizmente está com o dias contados.

Quem nunca praticou atos de covardia com uma mulher, talvez possa achar a Lei Maria da Penha, algo inócuo, mas a realidade grita em silêncio há anos. Existem muitos homens machões de plantão que praticam violência contra as próprias mulheres, tanto físicas quanto morais e psicológicas. Sobre a Lei Maria da Penha, ela foi sancionada em agosto de 2006. Trata-se da Lei nº 11.340  que foi um importante marco para a defesa dos direitos das mulheres no Brasil. Conhecida pelo nome popular de Lei Maria da Penha, a legislação que pune os autores de violência no ambiente familiar está completando hoje, dia 07/08, 12 anos de existência. Deste o princípio, a lei foi bem vinda, estimulando as mulheres a denunciar sem medo.
 O nome popular foi dado em homenagem à farmacêutica Maria da Penha Fernandes(foto). Em 1982, seu marido tentou assassiná-la duas vezes. Na primeira tentativa, ela ficou paralítica após levar um tiro nas costas. Apesar do crime, o julgamento contra o ex-marido transcorreu lentamento, como quase tudo por aqui caminha lentamente e às vezes nem caminha e Maria da Penha decidiu, em 1998, denunciar o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Brasil foi condenado pela Corte que recomendou a criação de uma legislação para prevenir e punir casos de violência doméstica. Aos poucos, as Delegacias da Mulher foram surgindo aqui e alí, encorajando as mulheres a denunciar. Hoje, não são todas que denunciam. A maioria ainda tem receio, não quer os filhos, a família ou mesmo para não expor a própria imagem a situações vexatórias, preferindo o sofrimento em silêncio. As ameaças pós agressões também são comuns. Para que tenhamos uma idéias vamos saber um pouco sobre a Lei Maria da Penha. 
A Lei nº 11.340 classifica como violência doméstica e familiar contra a mulher ações ou omissões baseada no gênero causem morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial nos âmbitos: da unidade doméstica, que compreende o espaço de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar; da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados; e em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor tenha convivido com a ofendida.

Em pouco mais de uma década de vigência, a Lei motivou o aumento das denúncias de casos de violação de direitos. Segundo o Ministério dos Direitos Humanos (MDH), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, foram registradas no primeiro semestre deste ano quase 73 mil denúncias. O resultado é bem maior do que o registrado (12 mil denúncias) em 2006, primeiro ano de funcionamento da Central.
As principais agressões denunciadas são cárcere privado, violência física, psicológica, obstétrica, sexual, moral, patrimonial, tráfico de pessoas, homicídio e assédio no esporte. As denúncias também podem ser registradas pessoalmente nas delegacias especializadas em crime contra a mulher. (Delegacia da Mulher)
A partir da sanção da Lei Maria da Penha, o Código Penal passou a prever estes tipos de agressão como crimes, que geralmente antecedem agressões fatais. O código também estabelece que os agressores sejam presos em flagrante ou tenham prisão preventiva decretada se ameaçarem a integridade física da mulher.
Pela primeira vez, a Lei também permitiu que a justiça adote medidas de proteção para mulheres que são ameaçadas e correm risco de morte. Entre as medidas protetivas está o afastamento do agressor da casa da vítima ou a proibição de se aproximar da mulher agredida e de seus filhos.

Além de crime, a Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda considera a violência contra a mulher um grave problema de saúde pública, que atinge mulheres de todas as classes sociais.
Infelizmente, nem tudo ainda é positivo. Apesar de ter estabelecido uma maior punição, de as Delegadas serem firmes com os agressores,  muitos deles ainda ignoram as consequências das alterações. O número de processos que tramita no judiciário no tema violência contra mulher chega a quase 1 milhão. Do total, cerca de 10 mil casos são de feminicídio. A nossa torcida e para que as mulheres não fiquem caladas. Esse estado de coisas, efetivamente precisa ter um fim.