terça-feira, 19 de março de 2019

O QUE LEVA ALGUÉM A SE AUTOMUTILAR E CAUSAR DANOS AO CORPO? AS RESPOTAS SÃO VARIADAS..

Automulilação. Um assunto tão sério assim, não tem chamado tanto a atenção das pessoas, especialmente dos pais. lgumas palavras sobre esse tema vamos abordar agora, as possíveis motivações que levam uma pessoa a cortar o próprio corpo, as possibilidades de tratamento e como ajudar pessoas que se automutilam ou que estão apresentando sinais de que poderão cometer tal ato. Fique atento, isso pode estar acontecendo bem mais próximo do que você possa imaginar. 

O QUE É AUTOMUTILAÇÃO?

Automutilação ou autolesão é uma ferida feita por uma pessoa de maneira intencional que agride o seu próprio corpo fisicamente. A forma mais comum se dá com a utilização de um objeto de corte afiado, com a finalidade de cortar a própria pele.
Esse ato causa dor e pode levar a algumas consequências drásticas como a morte e o suicídio. Mas o que será que leva alguém a se arriscar e se machucar desta maneira? Chamar atenção? Provar um ato de coragem? Mostrar que algo de errado está acontecendo? Uma busca por uma aventura ou desafio?
São muitas as questões e o fato é que, em geral, pessoas que que se colocam diante dessa situação apresentam algum tipo de desequilíbrio em seu bem-estar emocional e podem desenvolver, ou já estar vivendo, alguma variedade de transtorno mental, que as colocam fora da realidade e da noção do risco de perigo.

AUTOMUTILAÇÃO É UMA DOENÇA?

Automutilação provém de alguma desregulação emocional, ou seja, não é considerada uma doença, mas sim um produto de algum outro transtorno e síndrome mental.
Segundo estudos, 20% das pessoas usam da automutilação em situações únicas, isoladas e esporádicas, sem repetir esse comportamento. O que é considerado uma resposta a um sofrimento momentâneo e não a um transtorno em si. Já 80% dos indivíduos que se automutilam, apresentam outros sintomas de desregulação afetiva, como a depressão, a esquizofrenia e transtornos de personalidade, em especial, a bipolaridade.

POR QUE AS PESSOAS SE CORTAM?

Se não é para chamar atenção, o que seria? Especialistas, como psicólogos e psiquiatras, afirmam que pessoas que se arranham ou cortam os pulsos, ou outras partes do corpo, buscam uma forma de lidar com seus problemas e suas frustrações, já que a dor física lhe proporciona um novo foco que não é mais a dor emocional. Elas possuem baixa autoestima e têm dificuldades de se manifestar verbalmente.
Após o ato, é comum vir as emoções relacionadas a culpa, arrependimento e vergonha por ter cometido a ação, mas não é raro que isso volte a se repetir, afinal, a ideia de amenizar o sofrimento emocional pode ter sido alcançada com a dor física.
Entre os fatores mais comuns para a pessoa se automutilar estão a impulsividade e a sua energia psicológica, ou seja, a sua agitação emocional. Além disso, como falamos, há transtornos mentais que podem estar associados a essa conduta, e isso ocorre, principalmente, em pessoas com transtorno de personalidade bipolar do humor.
Veja a lista abaixo que resume algumas dessas motivações emocionais:
  • Demonstração de força ou de limite com a dor;
  • Reduzir ansiedade, frustrações e raiva;
  • Desequilíbrio de afeto e de tranquilidade;
  • Autopunição;
  • Desequilíbrio entre dor física e emocional;
  • Cobrir uma sensação de vazio;
  • Provar vínculos pessoais e afetivos;
  • Evitar o suicídio;
  • Vingança provocando culpa em outra pessoa.

AUTOMUTILAÇÃO X SUICÍDIO

De acordo com especialistas, quem pratica a automutilação não tem por necessidade provocar um suicídio. Isso porque, para cometer o suicídio, tem-se conhecimento de técnicas mais efetivas que envolvem desde outros atos físicos a ingestão de medicamentos. A ideia da automutilação tem a ver com alívio emocional a partir de uma dor física.
O suicídio envolve questões pessoais, culturais e religiosas, que podem por vezes serem decisivas na negação do ato. Para esses casos, a automutilação pode parecer um caminho aceitável de encontrar o abrandamento emocional.

AUTOMUTILAÇÃO NA ADOLESCÊNCIA

A automutilação entre jovens é mais comum do que se imagina, segundo pesquisa, dos casos registrados, 88% são pessoas do sexo feminino e a média de idade é de 16 anos. A idade média que se inicia essa prática é aos 11 anos, e 60% dos casos têm o diagnóstico de transtorno de humor e 90% optam por se cortar ou se arranhar.
Essa iniciação precoce pode acontecer por conta das instabilidades emocionais e afetivas provocadas pelas transformações do corpo e da mente nesse período. É um momento difícil de aceitação, de decisão e de compreensão do mundo e das pessoas ao redor. A resposta nem sempre é simples para esses jovens, que com dificuldades de se expressar e de receber apoio, acabam por cometer atos como esse.

AUTOMUTILAÇÃO E A INTERNET

Seguindo a linha de raciocínio que a automutilação é mais comum entre os jovens, é na internet em que vemos relatos relacionados a automutilação e suas motivações. A ferramenta é muito utilizada por adolescentes e adultos para diferentes formas de expressão e podem ser um canal claro, a partir do tipo de postagem feita, de que algo não está certo e que situações emocionais podem ocorrer
O Centro de Valorização da Vida (CVV), associação civil sem fins lucrativos e que presta apoio emocional e prevenção ao suicídio de forma gratuita e anônima, afirma que “na internet, é possível localizar relatos de jovens que se cortam como forma de autopunição, por não cumprirem metas que determinaram para si, como alcançar boas notas, entrar na universidade, emagrecer ou ser aceito em determinado grupo social. Também é comum nos casos de depressão ou distúrbios de autoimagem.”

O QUE QUER DIZER ESSA VONTADE DE ME AUTOMUTILAR?

Quer dizer que algo deve estar fora do seu eixo comum de bem-estar e de equilíbrio emocional. Refaça o caminho que você percorreu até chegar a essa vontade e entenda quais motivações e fatores que estão lhe causando esse sentimento.
Buscar ajuda profissional e recorrer a pessoas da sua confiança afetiva podem reduzir esses desejos, que muitas vezes estão apenas no nosso inconsciente e, por isso, não levamos tão a sério. A prática de automutilação, apesar de ser cultural em algumas etnias, como entre os índios, não é considerada uma prática saudável e deve ser evitada e, principalmente, tratada.

AUTOMUTILAÇÃO: DIAGNÓSTICO

Para os especialistas, o diagnóstico de que a automutilação se tornou um problema maior, ela deve estar associada a uma certa recorrência e com a finalidade de produzir sofrimento e dor.
A partir da percepção de que algo pode levar a esse ato ou de que existem esses sintomas e recorrência, a pessoa deve buscar ajuda emocional com um psicólogo ou psiquiatra. Quanto mais cedo for realizado o diagnóstico, melhor poderá ser feito o tratamento.

AUTOMUTILAÇÃO: TRATAMENTO

O tratamento de automutilação na psicologia deve ser feito por um especialista, após o diagnóstico de transtorno ou condição psiquiátrica instável. A abordagem, em geral, envolve a psicoterapia associada a prescrição de medicamentos e estabilizadores emocionais. A medicação irá condicionar as atitudes impulsivas e psicóticas, além das variações de humor, o que irá ampliar as capacidades da terapia comportamental.APOIO DA FAMÍLIA
Amor, afeto e compreensão são sempre as melhores armas contra as desregulações emocionais, inclusive contra a automutilação. A pessoa que está em sofrimento e vê esses atos como uma saída, muitas vezes está distante de seu próprio equilíbrio e das emoções das pessoas que as cercam.
É bom lembrar, que nem todo tipo de atenção, como em demonstrações excessivas, pode ser visto como eficaz, já que a causa desses atos não são propriamente “chamar a atenção de alguém”, mas sim um pedido de ajuda. A empatia e delicadeza podem ser as palavras-chave nesse momento de apoio, e, na dúvida, entenda você também com um especialista como é a melhor abordagem desse pedido de socorro, por vezes, silencioso.  

quinta-feira, 14 de março de 2019

Que Deus conforte as famílias abaladas pelas perdas do ataque a Escola Municipal de Suzano em SP, neste momento de profunda dor e que não permita que tais fatos dantescos, covardes, monstruosos e absolutamente insanos, voltem a nos abalar.

Mais uma vez neste ano, o País é tomado por uma tragédia. Indignado, o Brasil lamenta a perda de pessoas inocentes, numa escola Estadual de Suzano em São Paulo.
Só para lembrar, um adolescente e um homem encapuzados mataram oito pessoas na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), e cometeram suicídio em seguida. Quatro dos mortos no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes foram socorridos, mas morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola. O ataque ocorreu por volta das 9h30 de quarta-feira, dia 13 de março de 2019.
Os autores dos crimes são Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Henrique de Castro, de 25 anos. 23 pessoas foram levadas a hospitais. Entre elas, há pessoas que ficaram feridas e outras que passaram mal após o ataque.
Dentro da escola, a polícia encontrou um revólver 38, quatro jet luders, que são plástico para recarregamento de arma, uma besta (um tipo de arco e flecha que dispara na horizontal), um arco e flecha tradicional e garrafas com aparência de serem coquetéis molotov. Um dos autores do ataque tinha uma espécie de machado na cintura. Há ainda uma mala com fios. Até o esquadrão antibombas foi chamado.
O luto é Nacional. Agora, depois do episódio "Dantesco" a pergunta que não quer calar é uma só: por que tanta violência, não apenas no Brasil mas pelo mundo afora como um todo? No fundo no fundo nós já sabemos. Depois de tantas leis exigentes, os pais perderam a autoridade sobre os filhos. Isso não pode, aquilo não pode e assim por diante.
Fatos reais, acabaram por mudar o rumo da história. Hoje quantos pais não morrem de medo dos filhos? Os professores, que já foram tão respeitados e reverenciados, hoje não passam de fantoches, sem o menor valor ou respeito para a maioria dos alunos. Alguns são até agredidos verbalmente e fisicamente.
É certo que vivemos dias de liberdade ampla e com pouquíssimas restrições. Quase tudo é liberado ou permitido. O que ainda não permitido, as pessoas fazem assim mesmo. O sentido da ética passa bem distante do pensamento da maioria. A lei de Gerson continua imperando no País.
Essa balbúrdia e selvageria que presenciamos todos os dias e acompanhamos no noticiário e aqui nas Redes Sociais tem lá suas razões: hoje são muitos direitos e poucos deveres. Onde tudo pode, não há espaço para cobranças sobre coisas mal feitas e nem espaço para atitudes civilizadas.
Chegamos ao cúmulo de achar o Hino Nacional Brasileiro, um dos mais lindos e inteligentes que existem. não passa de babaquice. Chegamos ao cúmulo de achar que a bandeira é só um um desenho ou um pano pintado. Chegamos ao absurdo de achar que Funk com suas letras horrorendas, é cultura.
Chegamos ao ponto de achar de drogas, sexo na rua, perturbação do sossego, desrespeito as minorias, preconceito e racismo são normais e fazem parte do cotidiano.Chegamos ao desgosto profundo só de imaginar que bandido neste país é tratado como vítima e a vítima como transgressora. Quando a polícia age com firmeza, para muitos, a ação é sinônimo de repressão e hostilidade.
O certo, é que se continuarmos assim, trabalhando na proteção de gente sem ética, sem moral e bárbara, fatos como o ocorrido em Suzano e outros correlatos, registrados no passado, continuarão a fazer parte do nosso dia a dia. Quantos não são mortos todos os dias durantes assaltos ou sob encomenda? Embora a repercussão seja exageradamente menor, muitas mortes que poderiam ser evitadas, continuam a acontecer. Na maioria dos casos, as investigações nunca avançam, sem falar na morosidade da justiça que ainda é bastante burocrática.
Para concluir este tema que deixou o país triste, perplexo e indignado mais uma vez: será mesmo que não sabemos as razões de tanta barbárie?

segunda-feira, 4 de março de 2019

Encenação entre Santo Antão do Deserto e o Sassafrás causa polêmica em desfile de escola de samba de São Paulo. Num primeiro momento, antes de saber do que se tratava fiquei indignado como a maioria. Depois fui verificar . Santo Antão era exaustivamente perseguido pelo trem ruim. A ideia dos organizadores foi chocar as pessoas e conseguiram.

Conheça um pouco de Santo Antão do Deserto.
Santo Antão, também conhecido como Santo Antão do EgitoSanto Antão, o GrandeSanto Antão, o EremitaSanto Antão, o Anacoreta, ou ainda O Pai de Todos os Monges, foi um santo cristão do Egito, um líder de destaque entre os Padres do Deserto. Ele é cultuado em muitas igrejas nas seguintes datas festivas: 30 de Janeiro, no antigo calendário da Igreja Ortodoxa e da Igreja Ortodoxa Copta; 17 de Janeiro, no novo calendário da Igreja Ortodoxa, da Igreja Ortodoxa Búlgara, da Igreja Católica Romana e da Igreja Católica Copta.
Uma vez que o seu nome latino é Antonius, em traduções displicentes de obras onde o seu nome figura, o nome do santo tem sido vertido para a língua portuguesacomo António do Deserto, do Egito, o Grande etc., sendo um nome que, de resto, se mantém nas demais línguas europeias. Isso, porém, tem suscitado confusões pela homonímia com o Santo António. Por se tratar de dois santos distintos, para melhor diferenciá-los é preferível optar pelo nome – já consagrado pela tradição vernácula – de Santo Antão.
A vida de Santo Antão foi relatada por Santo Atanásio de Alexandria, na Vida de Antônio ({{langx|la|Vita Antonii; cerca de 360). Segundo Atanásio, Santo Antão teria nascido em 251 na Tebaida, no Alto Egito, e falecido em 356, portanto com 105 anos de idade.
Cristão fervoroso, com cerca de vinte anos tomou o Evangelho à letra e distribuiu todos os seus bens aos pobres, partindo de seguida para viver no deserto. Então, segundo o relato de Atanásio, Santo Antão foi tentado pelo Diabo, tal como sucedera com Jesus, mas por muito mais que os quarenta dias que durou a tentação de Jesus, não hesitando os demónios em atacá-lo. Porém, Antão resistiu às tentações e não se deixou seduzir pelas tentadoras visões que se multiplicavam à sua volta.
O seu nome começou a ganhar fama por ser exímio na arte de pastorar. Isso o levou a ser venerado por numerosos visitantes, sendo visitado no deserto por inúmeros peregrinos.
Em 311, viajou até Alexandria para ajudar os cristãos perseguidos por Maximino Daia, regressando em 355 para impugnar a doutrina ariana. Foi considerado santo em vida, por ser capaz de realizar milagres e levou muitos à conversão.
A vida de Santo Antão e as suas tentações inspiraram numerosos artistas, como Hieronymus BoschPieter BrueghelDaliMax ErnstMatthias GrünewaldDiego Velázquez e Gustave Flaubert, por exemplo.
Os religiosos que, tornando-se monges, se adaptaram o modo de vida solitário de Santo Antão, chamaram-se eremitas ou anacoretas, opondo-se aos cenobitas que escolheram viver em comunidades monásticas.
Em 1095, foi fundada uma ordem à qual foi atribuído o seu nome: os Antonianos (Canonici Regulares Sancti Antonii – CRSA).
Os discípulos do Monge Antão formaram um aglomerado populacional que ainda hoje se chama Antões. Sobre a encenação da Gaviões, acho que exageram na dose. Causou grande polêmica pois a maioria viu Jesus na figura de Santão Antão. Enredo de gosto duvidoso.

domingo, 3 de março de 2019

EM TODO MUNDO, A COMBINAÇÃO CELULAR/DIREÇÃO TEM SIDO FATAL COM MILHARES DE ACIDENTES COM MORTES. MAIO AMARELO ...POR AMOR A VIDA!

Pegar a estrada para viajar no Carnaval é uma tarefa árdua. As rodovias ficam lotadas de carros, os motoristas ficam mais desatentos e o que deveria ser sinônimo de diversão e descanso pode se tornar uma enorme dor de cabeça já no início do ano.
Para não transformar o feriadão prolongado em mais um problema para ser resolvido, há algumas dicas que podem ser seguidas e, com isso, ter uma viagem tranquila para o destino escolhido.
Os cuidados necessários começam, obviamente, com seu carro. Antes de colocá-lo na estrada, relembre as dicas que o HuffPost já deu na época da virada do ano. Para quem não leu a matéria, aqui vão elas de uma forma mais simplificada.
Verifique a calibragem dos pneus;
Confira o sistema de arrefecimento do motor;
Cheque os níveis de água e óleo do carro;
Confira se as lâmpadas e as setas de sinalização estão funcionando corretamente;
Não se esqueça de completar o tanque com combustível de boa qualidade
Cuidados ao dirigir
As dicas abaixo são para você, condutor do carro, que será responsável não apenas por sua vida e por daqueles que viajam com você, mas também por de quem está circulando em volta.
Não se esqueça de que álcool e direção não se misturam e que, além de ser proibida, a ingestão de bebidas alcoólicas para quem está no volante aumenta em 400% a chance de a pessoa se envolver em um acidente automobilístico.
A segunda dica é sobre os limites de velocidade. Respeite as placas de sinalização das estradas e não tente mostrar que você poderia estar nas pistas de corrida ganhando dinheiro como piloto profissional. Estrada não é autódromo.
Outra dica que é direta para você, motorista, é sobre o uso do celular. Como você deve ter visto também aqui no HuffPost, dirigir e utilizar o celular ao volante é tão perigoso quanto consumir álcool antes de pegar a direção. O uso do aparelho aumenta em cerca de 400% as chances de o motorista se envolver em acidentes de trânsito. Deixe o aparelho de lado e preste atenção somente na estrada.
O uso do celular aumenta em cerca de 400% as chances de o motorista se envolver em acidentes de
ANDREYPOPOV VIA GETTY IMAGES
O uso do celular aumenta em cerca de 400% as chances de o motorista se envolver em acidentes de trânsito.
Se o trânsito estiver pesado e houver um engarrafamento, fique atento ao entorno do carro, pois os casos envolvendo arrastões e assaltos em estradas aumentam bastante nessa época do ano.
Em épocas de chuva constante, a atenção nas estradas também precisa ser redobrada. Mantenha sempre distância do carro que vai à sua frente e diminua a velocidade quando a visibilidade estiver ruim. Evite também freadas bruscas, pois isso pode causar um efeito conhecido como aquaplanagem e fazer você perder o controle sobre seu carro.
Lembre-se também de sempre andar com o cinto de segurança afivelado, jamais realizar ultrapassagens pela pista da direita e nunca trafegar pelo acostamento das estradas. Seguindo essas dicas, o Carnaval tem tudo para ser apenas de folia e, sua viagem, certamente mais tranquila e segura.
Carnaval 2018 foi o menos violento dos últimos 4 anos
Segundo dados fornecidos pela Polícia Rodoviária Federal, os foliões parecem estar um pouco mais conscientes da necessidade de manter a atenção nas estradas durante o Carnaval.
As estradas brasileiras tiveram, em 2018, o Carnaval menos violento dos últimos 4 anos. Houve queda de 14% no número de acidentes em relação a 2017, sendo que os graves - em que há mortos ou feridos - caíram 16%.
A propalada Operação Carnaval também detectou queda de 15% no número de ultrapassagens irregulares, aplicou 25% menos multas por falta de uso de cinto de segurança, 14% por ausência de capacete em motociclistas e flagrou 20% menos motoristas dirigindo sob o efeito de álcool.
O resultado da fiscalização gerou uma diminuição no número de feridos (1.524 contra 1.792 de 2017) e de óbitos (103 contra 150) nas estradas durante o Carnaval - uma redução de 15% e 31%, respectivamente.
(Fonte- HuffPost)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

ExpoLondrina 2019 é o maior acontecimento do agronegócio do Paraná.


Vem aí mais uma ExpoLondrina. mais um ano de sucesso. De 5 á 14 de abril participe do evento em Londrina. Serão 10 dias de muitas atrações.A diretoria da Sociedade Rural do Paraná (SRP) espera aumento de até 10% na movimentação financeira para a edição deste ano.Os ingressos antecipados custam R$ 25 para os shows; para a entrada no parque R$ 14 inteira e R$ 7 meia, durante a semana. Nos finais de semana R$ 16 e R$ 8. Só para lembrar, mais uma vez, você já está convidado a passar nos Estandes da Rádio Paiquerê FM e da Ric TV Record. Estamos juntos.

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER. POR QUE OS HOMENS AGRIDEM TANTO? APESAR DO RIGOR DA LEI OS CASOS CONTINUAM SENDO REGISTRADOS.

Até onde vai essa onda de violência contra as mulheres. Por que? Homens agridem mulheres gratuitamente pra que? Apesar do rigor da lei, os casos continuam.

A violência contra as mulheres é uma questão grave e complexa que persiste em muitas sociedades ao redor do mundo. É importante reconhecer que não há uma única resposta para essa pergunta, pois as motivações por trás da violência podem variar de acordo com diferentes contextos culturais, sociais e individuais. No entanto, algumas razões comuns que podem contribuir para essa onda de violência incluem:

  1. Desigualdade de gênero: A violência contra as mulheres está enraizada em estruturas sociais desiguais e na persistência de estereótipos de gênero prejudiciais. A sociedade muitas vezes perpetua normas que colocam as mulheres em posições de submissão e inferioridade em relação aos homens, criando um ambiente propício para a violência.

  2. Cultura do machismo: A cultura patriarcal e o machismo são fatores que contribuem para a violência contra as mulheres. A ideia de que os homens têm o direito de controlar, dominar e até mesmo punir as mulheres é prejudicial e perpetua a violência de gênero.

  3. Falta de educação e conscientização: A falta de educação sobre igualdade de gênero e o respeito mútuo pode levar à perpetuação de comportamentos violentos. A conscientização e a educação são fundamentais para desafiar e mudar as atitudes e crenças que sustentam a violência contra as mulheres.

  4. Impunidade e falta de apoio às vítimas: A impunidade dos agressores e a falta de apoio às vítimas de violência podem contribuir para a continuidade desses atos. É essencial que as leis sejam aplicadas de maneira efetiva, que as vítimas recebam o apoio necessário e que existam serviços e recursos disponíveis para ajudá-las.

  5. Problemas de saúde mental e uso de substâncias: Em alguns casos, problemas de saúde mental, abuso de álcool e drogas podem estar associados à violência contra as mulheres. Esses fatores podem influenciar comportamentos violentos e aumentar o risco de agressão.

É importante lembrar que a violência contra as mulheres não é inevitável e não deve ser tolerada. A luta contra a violência de gênero requer ações coletivas e individuais, incluindo a educação, a conscientização, a promoção da igualdade de gênero, a implementação de leis eficazes, o apoio às vítimas e o envolvimento de toda a sociedade na mudança de atitudes e comportamentos prejudiciais.

O local mais inseguro para a mulher brasileira vítima de violência é a própria casa. E o agressor está dentro do ambiente doméstico: 76% das agressões são cometidas por conhecidos (namorado, cônjuge, companheiro, vizinho ou ex). A violência é também silenciosa: entre as que sofrem violência, metade (52%) se calou e não fez nada. Somente 15% procuraram ajuda da família e 10,3% buscaram uma delegacia da mulher.
A pesquisa Violência Contra as Mulheres, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ouviu 2.084 pessoas nos dias 4 e 5 sobre situações vividas por elas nos últimos 12 meses no País. Na 2 .ª edição, o estudo descreve impactos e o perfil de vítimas de violência física e psicológica.
"O espaço doméstico não é seguro para boa parte das brasileiras", diz Samira Bueno, diretora executiva do Fórum. "É seguro para o agressor, onde se sente mais à vontade para agredir que na rua", afirma. "Tampouco o espaço público é seguro para a mulher, onde ela sofre assédio. Temos falado muito de violência em balada, em carnaval, em festas em si, mas a mulher está sendo assediada no transporte público, indo para o trabalho, voltando da escola e da faculdade."
Em 2018, por hora, ao menos 1.826 mulheres foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil. Ao todo, foram 16 milhões de brasileiras (27,4%) que sofreram algum tipo de violência. A maioria foi vítima de ofensa verbal, como insulto, humilhação ou xingamento. Entre as que mais relatam agressões estão as jovens de 16 a 24 anos.
O total de vítimas de assédio é ainda maior: 22 milhões das brasileiras com 16 anos ou mais relatam ter sofrido algum assédio em 2018. Vítimas com ensino médio e superior relatam mais terem sofrido algum tipo de assédio do que aquelas com fundamental. O caso mais comum (32,1%), citado por 19 milhões delas, é de comentários desrespeitosos na rua.
O fato de mulheres com mais escolaridade se dizerem vítimas de assédio em maior número tem a ver com o "reconhecimento da violência", segundo Samira. "O mesmo se dá com a faixa etária. Pode ser que, de fato, as jovens experimentem mais violência do que as mais velhas, mas também pode ser que as jovens estão muito menos tolerantes à violência."
Em 2018, ao menos 4,7 milhões sofreram agressão física, chute, batida ou empurrão _ 536 casos por hora. Na pesquisa de 2017, eram 503 a cada hora. Também no ano passado, ao menos 4,6 milhões foram agredidas fisicamente por motivos sexuais, o que se enquadra na nova lei de importunação sexual.
Percepção
Em 2017 e no ano passado, homens e mulheres foram questionados se haviam visto, nos últimos 12 meses, casos de violência contra a mulher no seu bairro ou na comunidade. Em 2018, 59% da população disse ter visto ao menos uma. Em relação a 2017, houve queda de 10%. Já a percepção da própria vítima se manteve entre as pesquisas. Questionários foram aplicados só às entrevistadas, que apontaram os tipos de violência: de ofensa verbal a espancamento, de ameaça com faca ou arma de fogo, até empurrão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Feliz Ano Novo com uma vida Organizada, Planejada e Diferenciada.


Desejo que 2019 seja o melhor ano da sua vida com muitas realizações e muitas emoções. Desejo que em 2019, todos nós, possamos ser pessoas melhores e de bem com a vida e as pessoas. Que possamos exercitar diariamente a caridade e a gentileza. Que possamos nos alegrar com bons momentos e aprender com os maus momentos.Que o nosso amadurecimento seja para o nosso bem sim, mas especialmente para servir de lição a todos os que nos cercam. Ano Novo, Vida Nova. Vamos juntos fazer a diferença. Um ano novo divino para todos e com muita gratidão, sempre!

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

IGUALDADE DE DIREITOS. A LEI É IGUAL PARA TODOS?

Muitas pessoas se questionam se todos realmente são iguais perante a lei. Um dos princípios mais importantes do direito é o princípio da igualdade, que busca garantir a igualdade de todas as pessoas perante a lei.
Embora na prática a sociedade esteja repleta de desigualdade e discriminação entre as pessoas, esse princípio demonstra a obrigação de que a lei se esforce para manter todos em condições de igualdade. Todos devem ser protegidos pela legislação, inclusive os que apresentam necessidades diferentes.

O que é?

O princípio da igualdade, também denominado princípio da isonomia, é um princípio que baseia e rege toda e qualquer sociedade democrática. É a ideia de que todas as pessoas merecem ser tratadas de forma igual, na medida do possível e do legal.
No Brasil, a Constituição Federal, instituída em 1988, previu o princípio da igualdade de forma expressa em seu art. 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade […]”.
Esse artigo possui o objetivo de garantir legalmente que todos os cidadãos brasileiros e também os estrangeiros recebam um tratamento igualitário por todo o território nacional. Dentro da Constituição Federal existem diversos exemplos do princípio da igualdade, como a igualdade de acesso a justiça, igualdade trabalhista, entre outros.
Além disso, é importante compreender que esse princípio funciona como uma espécie de limitação a todos os indivíduos e instituições no país. A ideia é que o Poder Legislativo, por exemplo, ao criar uma lei, busque sempre garantir a igualdade entre as pessoas atingidas por aquela lei. O Poder Judiciário, da mesma forma, deve preservar a isonomia entre os cidadãos ao interpretar a lei e aplicar.
Todos os indivíduos, de certa forma, devem buscar preservar e garantir o princípio da igualdade em suas relações e em sua vivência na sociedade.

Igualdade formal

Muitos doutrinadores diferenciam o princípio da isonomia entre a igualdade material e a igualdade formal. A igualdade formal é aquela prevista na legislação brasileira, ou seja, prevista no art. 5º da Constituição Federal.
O objetivo central é demonstrar que, perante a lei, todos são iguais. Embora na prática tenhamos cenários de desigualdade e discriminação, o princípio da igualdade busca garantir que todos sejam iguais perante a lei. Ou seja, significa que a legislação nunca pode ser fonte de desigualdade entre as pessoas.

Igualdade material

Já a igualdade material é a igualdade que deve ser praticada em nossa sociedade, isto é, é a igualdade que considera o que é possível ser realizado e as limitações, obstáculos e desafios. Significa que todos os cidadãos devem ser tratados de forma igual, sem diferenças, mas de acordo com as suas próprias limitações e dificuldades.
Então, quando se trata de pessoas iguais, é necessário garantir e preservar direitos, deveres e oportunidades iguais. Porém, em situações adversas ou quando as pessoas apresentam limitações próprias, devemos tratá-las de forma diferenciada. Esse tratamento distinto representa uma forma de proteção e de preservação do princípio da igualdade.
Todos são iguais perante a lei é uma frase que todo brasileiro já ouviu em sua vida, seja em meio a uma discussão de um direito, uma brincadeira entre amigos, análises jornalísticas nem sempre tão embasadas, entre outros momentos. Contudo, nos cabe fazer uma pergunta: será que realmente todos são iguais perante a lei?
O principal embasamento para a frase “todos são iguais perante a lei” é o princípio constitucional da isonomia, também chamado de princípio da igualdade. Veja o que diz o “caput” do art. 5º da Constituição Federal (CF):
“Art. 5º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes”.
Pela simples leitura do artigo constitucional, temos a impressão de que cada cidadão residente no Brasil deve ser tratado de maneira igual independente de sua condição econômica, raça, credo, sexo, e assim por diante. Contudo, não é o que ocorre na prática e isso, nem sempre, é motivo de preocupação ou algo ruim.
Antigamente, o grande e saudoso Ruy Barbosa já dizia que a regra da igualdade é tratar desigualmente os desiguais na medida em que se desigualam.
Você pode estar pensando agora: como assim, tratar desigualmente os desiguais se todos são iguais perante a lei?
De forma simples, sem adentrarmos em questões filosóficas ou profundamente jurídicas, pois estes não são os objetivos do nosso blog Direito de Todos, o que o princípio da isonomia e o nobre Ruy Barbosa querem dizer é que a verdadeira desigualdade seria tratar igualmente aqueles que são desiguais. Veja alguns exemplos que podem facilitar a sua compreensão.
Exemplo 1: não há dúvidas que homens e mulheres possuem inúmeras diferenças biológicas e psicológicas, para citar apenas duas. Tanto os homens como as mulheres possuem direitos e deveres trabalhistas, porém, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) contém a Seção (I) do Capítulo (III) chamada “Da proteção do trabalho da mulher”, em que existem regras específicas às trabalhadoras e isto não é nenhum desrespeito ao princípio da igualdade.
Exemplo 2: Para ficarmos apenas na relação entre homem e mulher, já vimos que a aposentadoria por contribuição do homem necessita de 35 anos de contribuição e a da mulher, 30. Da mesma forma, o homem se aposenta por idade aos 65 anos e a mulher aos 60. A diferença é embasada em estudos que atestam a desigualdade entre homens e mulheres. Prepare-se pois tudo isso poderá mudar de maneira a complicar a vida muita gente em vias de aposentadoria.
Estes são apenas dois exemplos de inúmeros que poderíamos dar para demonstrar que todos são iguais perante a lei, pois devem cumpri-la, respeitá-la, mas todos, também, devem ser tratados de forma desiguais até o limite de sua desigualdade, sem discriminação arbitrária ou abusiva, causando assim uma afronta ao princípio da isonomia ou da igualdade.

Direitos humanos nem sempre são respeitados. No Brasil, eles são garantidos na Constituição Federal de 1988 Site externo. Princípios descritos no artigo 1º como o da cidadania, dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e complementados no artigo 5º, como o direito à vida, privacidade, igualdade, liberdade, entre outros, são considerados fundamentais.
Por quê desta introdução? Porque o assunto de hoje é: quanto as pessoas com deficiência tem seus direitos humanos e fundamentais respeitados, como qualquer cidadão, pelo Estado? Afinal: todos somos iguais perante a Lei, será?
"Cidadania é o exercício dos direitos e deveres, pois são legais e civis". Será que o fato de a pessoa com deficiência ter acesso à educação ser questionado, ou de encontrar locais inacessíveis, dificuldade para trabalhar, para praticar esporte ou lazer – direitos estes todos garantidos por leis específicas – impedem que a cidadania seja exercida?
"Dignidade da pessoa humana à qualidade intrínseca e distintiva de cada ser humano que o faz merecedor do mesmo respeito e consideração por parte do Estado e da comunidade…". Respeito consideração são as palavras chaves deste princípio. Quantas vezes as pessoas com deficiência são desrespeitadas em atitudes simples, como impedir a entrada numa agência bancária, em uma aeronave, no transporte público, entre outros inúmeros exemplos, simplesmente por falta de conhecimento da causa?
"Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa objetiva o desenvolvimento nacional; a erradicação da pobreza e da marginalização, bem como a redução das desigualdades sociais e regionais e a dignidade dos homens". Presenciamos pessoas com deficiência nos faróis das cidades vendendo balas ou pedindo ajuda, quando existe a necessidade de ter uma Lei de Cotas para garantir o direito ao trabalho que todo cidadão tem garantido na Lei Maior, a Constituição Federal, notamos que há algo de errado.
Voltamos à pergunta inicial: quanto as pessoas com deficiência tem seus direitos humanos e fundamentais respeitados?
Quando não conseguimos achar a resposta para a indagação, percebemos que temos muito o que fazer em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Não é a falta de Legislação Federal, Estadual ou Municipal que nos impede que nossos direitos humanos e/ou fundamentais sejam respeitados, e sim, um problema cultural, educacional, de falta de informação, falta de respeito ao próximo e, o principal, ignorar o princípio base da nossa Constituição Federal: "que todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza".
Assim que entendermos o real significado deste princípio, teremos uma sociedade mais justa e realmente inclusiva, caso contrário, vamos continuar assistindo todos os dias, o que vemos há anos. Ainda que haja percepção de mudanças com gente graúda na cadeia, estamos distantes ainda de poder dizer que existe apenas um peso e uma medida.